Em meio à alta no preço do diesel e à baixa oferta de mercadorias, transportadores rodoviários de cargas autônomos paralisam os trabalhos e repensam a continuidade de atuação no segmento. De acordo com o Sindicato dos Caminhoneiros, Carreteiros e Transportadores de Bens do Amazonas (SINDCCACEAM), cerca de 40% dos profissionais associados estão com os veículos parados e sem previsão de novos contratos. Alguns caminhoneiros tentam vender os automóveis na tentativa de migrar para o emprego formal.
Segundo o presidente do SINDCCACEAM, Antônio Sérgio Alexandre, a categoria sofre os reflexos da elevação dos preços dos combustíveis e da inflação, somada à redução na disponibilização de mercadorias para o transporte. Ele relata que quando um frete surge, o valor pago pelo transporte cobre apenas os custos das despesas do veículo e o trabalhador não tem lucro. Mediante esse cenário, os caminhoneiros decidem parar os caminhões.
“A frota está ociosa com muitos caminhões parados e pouca oferta de cargas. É melhor parar o caminhão do que ficar perdendo dinheiro na estrada. Quem antes transportava fertilizante, por exemplo, tenta puxar conteiner, mas se depara com uma forte concorrência de outros profissionais. “, comenta Alexandre.
Sem alcançar um valor de frete satisfatório para manter o sustento, muitos caminhoneiros tentam migrar do segmento autônomo para o emprego formal por meio de contrato trabalhista em empresa privada.
“A cada dia aumenta o número de profissionais que tentam vender os seus veículos para tentar um emprego em transportadora particular. Mas até vender os carros está difícil”, comentou.