quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Jovens buscam independência financeira no empreendedorismo

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Em um período de elevadas taxas de desemprego e de fragilização no mercado de trabalho, é cada vez mais comum o ingresso do público jovem no ramo do empreendedorismo. Seja no segmento comercial, tecnológico, ou nas áreas diversas, os mais novos investem no negócio próprio para alcançar a sonhada independência financeira, a autonomia no trabalho e a fuga do desemprego.

Um levantamento da Globo mostra que 24% dos jovens das classes A, B e C com até 30 anos são empreendedores e 60% querem ter um negócio próprio no futuro. Ao mesmo tempo, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgados em fevereiro deste ano e com base na RAIS 2020, apontam que, em função da pandemia, a taxa de desemprego ficou em torno de 40% para jovens com idade entre 14 a 17 anos e em 25,7% para aqueles de 18 a 24 anos.

A média da taxa de desemprego para a população ativa em geral é de 12,6%.

Aos 19 anos de idade o empreendedor, Davi Portelinha, iniciou o negócio próprio chamado Curumim Store com vendas de capas para celular. Ele relata que anunciava os produtos por meio das redes e, inicialmente, ele mesmo fazia as entregas ao cliente. O negócio deu certo e após oito meses ele decidiu criar uma loja física dando continuidade à venda de capas e também de acessórios para os telefones.

Em março deste ano a loja física completou o primeiro ano de operação e já conta com maior estrutura de colaboradores, composta por: vendedor, entregador, gestor de tráfego e estrategista digital, e fotógrafo. Além de Portelinha que administra o empreendimento.

“A maior barreira enfrentada foi vencer a discordância das pessoas em relação ao empreendedorismo, que defendem que empreender é arriscado e que o caminho ‘ideal’ para o jovem traçar é o da conclusão da faculdade e logo após, o negócio próprio. Convenci as pessoas e hoje entendo que os riscos, as crises e momentos de baixa são mais importantes do que os acertos porque nos fazem evoluir e aprender”, relatou o jovem, que hoje tem 21 anos de idade.

“As redes sociais permitem que consigamos vender muito mais rápido e isso é importante para o negócio”, completou.

Texto: Priscila Caldas

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