Após chamar Paulo Guedes de “o Pelé da economia”, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que pretende mantê-lo no Ministério da Economia em um eventual segundo mandato, mas que não sabe se o ministro de 73 anos gostaria de permanecer no cargo em função da idade.
A recondução de Guedes, no entanto, traria instabilidade à economia do Amazonas, caso consiga levar a cabo seus projetos de Reforma Tributária e outros, frequentemente mencionados por ele, que são pilares os fiscais da Zona Franca de Manaus: o fim do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados, e de concessões de benefícios tributários.
Em entrevista na noite desta quarta-feira (12) à TV Alterosa, afiliada do SBT no estado de Minas Gerais, o presidente exaltou o desempenho de Guedes na função, acrescentando que, até o momento, nenhum ministro anunciou a intenção de deixar o governo caso ele seja reeleito.
“O Paulo Guedes é uma pessoa que é o nosso Pelé, vamos assim dizer, na Economia. Então, por mim ele continua. Eu não sei pela idade se ele quer continuar”, disse.
Nesta entrevista, Bolsonaro foi mais assertivo sobre a permanência de Guedes. “Paulo Guedes fica. Paulo Guedes foi um dos melhores ministros da Economia do mundo, levando-se em conta inclusive a questão da pandemia. [Assim] Como o Roberto Campos pelo terceiro ano seguido é o melhor ministro [sic] em alguns muitos critérios do Banco Central”.
Outro lado
Em agosto, Guedes havia declarado sua intenção de permanecer. “Eu tenho que dizer sempre que sim. O que vou dizer? Vou jogar a vitória para o outro lado, dizer que vou sair, sou liberal e estou decepcionado? Não existe isso”, disse.
De lá para cá, o ministro passou a atuar com mais protagonismo pela reeleição de Bolsonaro, elevando o tom de campanha em eventos e encontros com empresários.
Nas últimas semanas, Guedes usou a estrutura estatal mais de uma vez para exaltar a economia durante sua gestão. Além disso, associou ex-presidente Lula (PT) ao “capeta”, prometeu rever o corte de verbas no Farmácia Popular, zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e manter o Auxilio Brasil em R$ 600.
Da Redação, com informações de Thiago Bethônico (FolhaPress)