quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Indígenas coletam sementes nativas para salvar águas e floresta na Amazônia

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O desmatamento é o grande vilão da queda da qualidade da água em bacias hidrográficas como a do Rio Xingu, entre o Pará e o Mato Grosso, na Amazônia e qualquer solução ambiental, passa pelo ato de refazer partes da floresta. É o que faz a Rede de Sementes do Xingu, uma iniciativa que reúne grupos de coletores de sementes nativas, entre indígenas e agricultores familiares que vivem em assentamentos, com o objetivo de recuperar áreas do Cerrado e da Amazônia. Além disso, é uma oportunidade para geração de renda.

Segundo Bruna Ferreira, diretora da Rede de Sementes do Xingu, a rede reúne agora 600 coletores, aproximadamente 65% são mulheres. Ao longo de quase 15 anos da Rede, os coletores forneceram 220 espécies diferentes de sementes para a restauração de áreas degradadas, gerando renda total de R$ 5,3 milhões, repassada diretamente às comunidades de coletores. As 294 toneladas de sementes que foram comercializadas até hoje fizeram crescer por volta de 25 milhões de árvores em 7,4 mil hectares.

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