O presidente Jair Bolsonaro editou decreto que permite que ministros e outros servidores voem em classe executiva para o exterior, em viagens que a duração do voo seja superior a sete horas. A medida é um recuo a decisão do ex-presidente Michel Temer que em 2018 havia decidido que viagem ao exterior somente na classe econômica, caso algum servidor optasse pela executiva o acréscimo seria pago pelo funcionário do governo.
Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência justificou que a medida visa ‘mitigar o risco de restrições físicas e de impactos em saúde dos agentes públicos que precisam se afastar em serviço da União ao exterior a fim de tentar atenuar eventuais efeitos colaterais em face de déficit de ergonomia e evitar que tenham suas capacidades laborativas afetadas’. Para se ter uma ideia, voos na classe executiva ao exterior custam até 200% a mais que uma poltrona na classe econômica.