Na esteira do bolsonarismo, representantes das Forças de Segurança e do serviço militar registraram suas candidaturas no Tribunal Regional Eleitora (TRE-AM). Segundo as estatísticas da Divulgacand, 50 candidatos assinaram a ocupação de seus perfis como policiais civis, policiais militares, bombeiros, membros da forças armadas e outros.
O número, no entanto, deve ser maior. Um bom contingente de candidatos registrou a patente no nome de urna, mas apresentou outra ocupação ao TRE-AM.
É o caso da maioria dos candidatos que se identificam como “delegado”. No item ‘ocupação’, eles assinaram como “servidor público estadual”.
Também há o caso dos políticos que tentam a reeleição ou estão mudando de uma cadeira parlamentar para outra (como policiais vereadores que disputam às vagas para deputado estadual por exemplo). Nesses casos, os políticos assinam o nome de urna com a patente, mas a ocupação é registrada pelo cargo parlamentar em exercício (vereador, deputado estadual ou federal).
De acordo com o Divulgacand, a maioria dos candidatos são policiais militares (29) que representa 4,58% dos candidatos registrados no TRE-AM. São oito policiais civis (1,26%) e um vigilante (0,16%).
Militares
Há ainda 12 candidaturas relacionadas às Forças Armadas, sendo que sete se apresentam como militares reformados (1,11%) e cinco como membros ativos. Entre eles, a maior patente é a de general, de um candidato para deputado estadual que é militar reformado.
Candidatos com ocupação em segurança ou militares:
Policial Militar 29 (4,58%)
Policial Civil 8 (1,26%)
Militar Reformado 7 (1,11%)
Membro das Forças Armadas 5 (0,79%)
Vigilante 1 (0,16%)
Texto: Emerson Medina