Segundo levantamento recente feito pela Organização Mundial do Turismo (OMT) as perdas do turismo mundial no Brasil e no Mundo continuam classificadas como incalculáveis. No entanto, já se sabe que somente no mês de abril o setor já havia contabilizado R$ 2,2 bilhões em perdas. O fluxo de turismo no mês foi 97% menor que no ano anterior.
Mas quando começarem a somar as perdas em termos financeiros esse número será assustador nos meses de maio, junho e julho. Entretando, basta levar em consideração a queda brutal em abril, quando somente 3,6 milhões de turistas circularam pelo Mundo.
Um ano antes, na mesma época, este número bateu 118 milhões de turistas circulando e fazendo girar a economia dos destinos. De 2019 para 2020 foi registrada a queda de 97% no turismo mundial, segundo a OMT, no mês de abril.
No trimestre
Levando em consideração todo o trimestre deste ano, a queda também é grande, mas nem tanto. Mas, em relação ao mesmo período do ano passado, o turismo mundial perdeu mais de 182 milhões de viajantes, queda de 44% no fluxo de turistas.
Quem mais perdeu nessa contagem foi a Europa. Entre todos os continentes, foi ela quem deixou de receber cerca de 77 milhões de turistas no primeiro trimestre deste ano. Para um continente que tem no turismo uma das suas principais rendas, as perdas serão sentidas ainda por muito tempo.
A preocupação dos economistas é justificada por conta dessa queda. O turismo é responsável pelo movimento em vários segmentos da economia. Hotéis, restaurantes, transporte terrestre e aéreo, lazer e outros dependem muito dos visitantes para continuar existindo.
Um dos setores mais impactados pela pandemia da Covid-19, o turismo com certeza sofrerá sérias baixas. Hotéis já estão fechando, restaurantes não deverão reabrir e os demais setores de serviços voltarão com sérias dificuldades.
A pandemia dá sinais que está se recuperando.Mas mas perdas são inevitáveis. Somente as seis principais companhias aéreas do Mundo acumularam prejuízo superior a US$ 8 bilhões de dólares no primeiro semestre desse ano.
E as companhias da América Latina, inclusive as que operam no Brasil, no entanto já trabalham com a estimativa de perder US$ 4 bilhões de dólares no decorrer deste ano.