quarta-feira, 23 de setembro de 2026
VAZANTE

Todos os municípios do Amazonas seguem em Estado de Emergência

Boletim da Estiagem divulgado pelo Governo aponta que mais de 600 mil pessoas seguem afetadas pela seca
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Régua de medição do nível do rio Negro em Manaus
Recorde histórico da seca foi registrado em 2023 (Foto: Divulgação)

A vazante dos rios do Amazonas encerrou há praticamente um mês em todas as bacias monitoradas, mas todos os 62 municípios amazonenses seguem em Estado de Emergência e um total de 150 mil famílias ainda estão afetadas pelo fenômeno.

Em Manaus, a medição do nível do rio Negro registra subidas desde 17 de novembro, sendo que a elevação máxima registrada desde então foi 24 centímetros no último domingo (17). Nesta quinta-feira (21) o rio alcançou a cota de 17m14, uma subida de 20cm em um dia.

Com esta cota a Prefeitura de Manaus já pode, por exemplo, liberar a praia da Ponta Negra para o banho, pois conforme o Termo de Ajustamento de Conduta assinado com o Ministério Público do Estado o fechamento do balneário é obrigatório a partir de cota inferior a 16m. Ainda não há previsão para essa liberação.

Nesta quinta-feira, o Governo do Estado divulgou mais um Boletim da Estiagem atualizando os dados e mostrando que nenhuma prefeitura solicitou o fim do Estado de Emergência, que confere aos gestores municipais facilidades na hora de comprar certos produtos e implantar programas assistenciais.

Conforme este boletim, as 150 mil famílias afetadas representam um total de 637 mil pessoas, que estão em situação de vulnerabilidade social.

Conforme um técnico da Defesa Civil ouvido sob condição de anonimato pelo RealTime1, as prefeituras são as responsáveis por decretar o Estado de Emergência, uma medida que precisa ser referendada pelo Governo do Estado.

O processo inverso também deve ser obedecido, a prefeitura decreta o fim do Estado de Emergência e o novo Estado, geralmente o de Alerta, é reconhecido pelo Governo Estadual

Sobre a demora para decretar o fim desta Emergência em todos os municípios, este técnico diz que esta unanimidade está sendo atípica, mas em outros anos um ou outra prefeitura demora mais para mudar este status.

Focos de queimadas

O boletim da Estiagem também mostra que o número de focos de queimadas em todo o Amazonas alcançou a marca de 19,6 mil de primeiro de janeiro até o dia 20 deste mês, sendo que o máximo do problema aconteceu em setembro, quando foram registrados 6.9 mil focos.

A Região Metropolitana de Manaus, que sofreu com nuvens de fumaça entre setembro e novembro, teve participação recorde no número de focos de queimadas, tendo registrado neste período um total de 2.862 focos e sendo responsável por 14,6% do total no Amazonas.

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