sábado, 26 de setembro de 2026

STF inicia julgamento de redes sociais no Brasil em casos de desinformação e discurso de ódio

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Sede do Supremo Tribunal Federal (Foto: Divulgação)

O STF inicia nesta quarta-feira (27/11) o julgamento de três ações que discutem a responsabilidade de provedores de internet na remoção de conteúdos de desinformação e discursos de ódio, sem a necessidade de decisão judicial.

Os processos foram liberados para julgamento em agosto e têm como relatores os ministros Luiz Fux, Edson Fachin e Dias Toffoli.

Cada ação trata de pontos importantes do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), a legislação que regula o uso da internet no Brasil.

O que está em julgamento

  1. Responsabilidade dos provedores sem ordem judicial
    A ação relatada por Dias Toffoli analisa se é constitucional exigir uma decisão judicial prévia para responsabilizar empresas de internet por conteúdos ilegais.
  2. Fiscalização de conteúdos ofensivos
    Relatada por Luiz Fux, essa ação discute se empresas que hospedam sites devem monitorar e remover conteúdos ofensivos sem que haja intervenção da Justiça.
  3. Bloqueio do WhatsApp
    A terceira ação, sob relatoria de Edson Fachin, questiona a legalidade de decisões judiciais que determinam o bloqueio do aplicativo de mensagens WhatsApp em todo o país.

No ano passado, o STF promoveu uma audiência pública para ouvir especialistas, representantes do governo, empresas de tecnologia e a sociedade civil sobre o Marco Civil da Internet. O objetivo foi reunir informações técnicas e jurídicas para embasar os julgamentos.

As decisões que serão tomadas pelo STF devem impactar diretamente o funcionamento das plataformas digitais no Brasil, além de influenciar como se combate a desinformação e o discurso de ódio online.

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