segunda-feira, 15 de julho de 2024

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PRESERVAÇÃO

Startup brasileira combate incêndios florestais na Amazônia

A partir de tecnologia alemã, Treeback monitora e detecta queimadas de forma ultraprecoce.
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Startup brasileira
A startup brasileira Treeback tornou-se distribuidora exclusiva da plataforma Silvanet de detecção ultraprecoce de incêndios florestais.(Foto: divulgação)

Segundo o MapBiomas, somente no primeiro semestre de 2023, mais de 1,45 milhões de hectares de floresta na Amazônia foram consumidos pelo fogo.

O território corresponde a dois terços da área queimada no Brasil no período.

Os dados, divulgados no Monitor do Fogo, mapeamento mensal realizado pelo MapBiomas, representam um aumento de 14% de áreas degradadas.

Em Roraima, no coração da Amazônia, a startup brasileira Treeback tornou-se distribuidora exclusiva da plataforma Silvanet de detecção ultraprecoce de incêndios florestais.

A solução inédita no país é desenvolvida pela startup alemã Dryad, financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, um dos principais fundos da União Europeia.

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As tratativas para trazer a tecnologia para o Brasil iniciaram-se durante missão técnica Brasil/Alemanha, organizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o programa Inova Amazônia, realizado pelo Sebrae, que está com inscrições abertas para um novo ciclo, de atendimento a pessoas e empresas que ainda precisam testar suas ideias de produtos.

O CEO da Treeback, Antônio Cerqueira, explica que a plataforma Silvanet é composta por sensores de longo alcance instalados na floresta em conjunto com satélites ultra precisos que permitem a detecção de incêndios florestais de 1 a 60 minutos após a ignição.

Os sensores se conectam entre si e permitem uma grande rede de proteção para a floresta, mesmo sem cobertura de internet.

“Ao ser detectado pelo sensor a presença de CO2, um alerta é disparado para nosso App ou plataforma web, identificando a localização exata do princípio de incêndio florestal, possibilitando acionar precocemente os órgãos competentes, propiciando a chegada rápida de bombeiros e brigadistas”

Frutos do Inova Amazônia

startup brasileira de roraima está em operação desde janeiro do ano passado e nasceu a partir da experiência do Inova Amazônia, programa voltado para aceleração de pequenos negócios inovadores ligados à bioeconomia.

A empresa converte comissões de indicação de vendas nos maiores marketplaces brasileiros e mundiais em árvores plantadas em um verdadeiro “cashback de árvores”, segundo Antônio Cerqueira, CEO da startup.

“Participamos na primeira edição do Inova Amazônia em 2022 e isso foi fator determinante para lançarmos a Treeback no mercado. Por meio do programa recebemos conteúdos exclusivos e mentorias estratégicas para entendermos o mercado e obtermos sucesso. O fato de sermos os distribuidores da tecnologia alemã para o Brasil, nos permite atuar não só no reflorestamento, mas também na proteção da floresta nativa e plantada”, ressalta o CEO.

Atualmente a empresa está integrada a mais de 40 e-commerces brasileiros e mundiais, como Aliexpress, Shoppe, Amazon, Americanas, Submarino, Centauro, Nike, entre outros.

“Nosso diferencial está na possibilidade de permitir que pessoas e empresas alinhadas às políticas ESG possam contribuir diretamente com o reflorestamento da Amazônia, sem precisar pagar nada por isso”, explica o CEO da Treeback.

Sustentabilidade em alta

Recentemente a startup lançou uma plataforma de viagens que possibilita a neutralização de carbono de viagens de férias ou de negócios de pessoas ou empresas.

Conheça: https://treeback.eco.br/viagens.

A empresa também se prepara para atuar com uma plataforma mais robusta e de alcance global para se conectar com mercados potencialmente favoráveis à sustentabilidade, a base do negócio.

Além disso, deve iniciar uma nova base de reflorestamento no Pará.

No momento o reflorestamento é feito na área amazônica, no estado de Roraima.

Os interessados em participar do Inova Amazônia – Módulo Ideação podem se inscrever gratuitamente até o dia 3 de setembro.

Podem participar propostas com potencial de inovação que incorporem novas tecnologias aos setores relacionados à bioeconomia nos nove estados da Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Diferentemente do ano passado, a seleção para o programa contará com uma nova estratégia em 2023, que é a divisão do programa em módulos independentes, com objetivos diferentes, definidos por maturidade empresarial do público-alvo.

Dessa forma, o primeiro módulo, cujo foco é a ideação, destina-se a pessoas físicas, potenciais empreendedores, empresários e pesquisadores que ainda precisam validar seu produto antes de lançá-lo no mercado.

Eles receberão capacitação e mentoria, além da indução à formação de redes de contato e conexão com o mercado.

Além disso, os três projetos do módulo de ideação com melhor avaliação por estado receberão incentivos financeiros com valores de R$ 30 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil para o primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Agência Sebrae

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