sábado, 7 de novembro de 2026

Só este ano, 16% das novas empresas já fecharam no AM

A queda no nível de abertura de negócios se acentuou a partir de abril quando instalou-se a crise na economia do Brasil, segundo Socorro Correa, Gerente de Planejamento do Sebrae.
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Foto Freepik
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No Amazonas, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), de janeiro a abril deste ano, cerca de 11,1 mil pequenos negócios foram abertos. Desse total, 1,7 mil, ou seja, 16% das empresas fecharam no Amazonas.

Socorro Correa, Gerente de Planejamento do Sebrae/AM, destaca que a queda no nível de abertura de negócios se acentuou a partir de abril quando instalou-se a crise na economia com a pandemia de covid-19.

Em março foram abertas 3.198 pequenas empresas no Amazonas e em abril 2.128, portanto uma queda de 33%.

O número de empresas que fecharam no Amazonas deve cair ainda mais quando fechar o mês de maio.

“Talvez mantenha-se sem alterações em junho e julho. A partir de agosto poderá haver crescimento de novos negócios”, considera Socorro Correa.

A queda generalizada no consumo afetou o faturamento das pequenas empresas, em especial as áreas com dificuldade de se adaptar em vendas online, via redes sociais e aplicativos.

Alguns setores sofreram mais no Amazonas, como o alimentício, os serviços de construção civil, cultura e turismo, serviços de beleza, academias, economia criativa, entre outros.

A falta de caixa para manter empresa frente à queda de faturamento e a dificuldade de acesso à crédito barato para equilíbrio financeiro foram situações que mais contribuíram para a baixa empresarial.

“Precisamos repensar as atividades com o aprendizado da pandemia. Vendas não podem ser apenas presenciais. Quem pensar na segurança sanitária para clientes e funcionários terá destaque no mercado”, alerta a gerente.

Diferencial está nas sutilezas

O diferencial estará nas sutilezas. O conhecimento é uma arma. Aprender e reaprender , utilizar plataformas online, participar de lives. Está tudo conectado.

“O sucesso em manter e crescer, ou mesmo reabrir o negócio, está em entender o seu nicho de mercado, se diferenciar e conhecer o seu consumidor”, analisa a gerente Socorro.

No ramo alimentício, Fabiane Azulay, proprietária da segunda unidade da Cantina do Papai, na Ponta Negra, suspendeu os contratos dos funcionários e fechou a unidade.

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