quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Semsa inicia instalação de 522 armadilhas para mosquitos da dengue

As armadilhas são recipientes plásticos, envoltos em um tecido preto, onde é aplicado um larvicida, parcialmente diluído em água. Essa estrutura atrai o mosquito.
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Em parceria com Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Secretaria Municipal de Saúde promoveu nesta quarta-feira, (14/10), um curso de atualização e treinamento, colocando em prática o uso das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDs), uma estratégia de combate aos mosquitos transmissores da dengue e da malária.

De acordo com o chefe do Núcleo de Entomologia e Controle Vetorial da Semsa, Edvaldo Rocha, 522 armadilhas serão instaladas em diferentes locais nos bairros Santo Antônio e São Raimundo, na zona Oeste, duas áreas com grande incidência do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

“Essas armadilhas são de baixo custo e resultados rápidos, além de representar um avanço importante para o trabalho de controle vetorial realizado pela Prefeitura de Manaus”, explica Rocha.

As EDs são recipientes plásticos, envoltos em um tecido preto, onde é aplicado um larvicida, parcialmente diluído em água. Essa estrutura atrai o mosquito, que, após o pouso sobre o tecido, passa a carregar o veneno em suas patas, ajudando na sua dispersão.

Avaliação

“O mosquito chega a ser um aliado”, comenta o pesquisador da Fiocruz, Jose Carvajal, coordenador técnico do projeto. “A gente começou com a instalação de ovitrampas (armadilhas que simulam o ambiente para a procriação do mosquito Aedes) nesses mesmos bairros. Analisando a densidade populacional do mosquito, nós pudemos avaliar qual era o estado da disseminação da espécie nessas localidades, razão pela qual as escolhemos, para dar início ao projeto”, informa.

Segundo ele, essa parte do processo durou um ano, tempo necessário para a coleta de dados referentes às populações de Aedes aegypti, pelos agentes, que agora poderão comparar a densidade populacional dos mosquitos após a implementação das EDs.

“Precisamos avaliar se a redução no número dos mosquitos irá se dar apenas por causa das Estações Disseminadoras, ou se o clima também terá uma influência significativa. No verão, as populações tendem a diminuir, porque não há quantidade de criadouros suficientes para manter essa densidade”, complementa Carvajal.

Ainda segundo ele, já a partir do terceiro mês de aplicação das estações será possível constatar uma diminuição na população de mosquitos nos dois bairros, mas o resultado consolidado da aplicação dessa estratégia será monitorado ao longo de mais um ano.

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