O anúncio de venda total das concessões da Petrobras do Amazonas foi amplamente repercutido no cenário político amazonense. Governador, senadores, prefeito e deputados se posicionaram a respeito.
O comunicado de venda foi feito por meio de nota, divulgada nessa sexta-feira, (26/6), no site da empresa.
O governador Wilson Lima (PSC), disse que entende a venda das concessões como estratégia da companhia para investir na produção de outras reservas. Todavia, defende que a transição no processo de venda do campo petrolífero de Urucu garanta investimentos.
“A preocupação que nós temos é a de que não haja descontinuidade da exploração. Estamos pleiteando junto ao Ministério das Minas e Energia o compromisso de que a Petrobrás mantenha os investimentos e a produção durante processo de transição para o novo investidor que vai assumir as operações no campo de Urucu”, disse.
“É muito grave para o Amazonas uma saída dessas em meio a uma economia enfraquecida pela qual estamos passando”, disse o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, ao analisar as consequências da possível retirada da Petrobras de terras do Amazonas.
Bancada amazonense
O senador Omar Aziz (PSD), publicou um vídeo em suas redes sociais, afirmando que não é somente no Amazonas que a empresa pretende se desfazer de campos de exploração de petróleo. Para ele, a bancada amazonense precisa estar atenta.
“Nosso papel é não permitir a solução de continuidade. A Petrobras precisa entender que não pode fechar os postos para só então vender, mas tem que haver uma transição, senão trabalhadores serão demitidos e teremos uma perda de arrecadação muito grande”, comentou.
Da mesma forma, para o senador Eduardo Braga (MDB) a empresa está em um processo de “desinvestimento” no Amazonas.
“Já vendeu a operação do gasoduto que, hoje, é de uma empresa francesa. Está vendendo a refinaria Isaac Sabá, que é um patrimônio para a economia. E, agora, anuncia que está vendendo toda a bacia produtiva gasífica do estado do Amazonas”, disse.
Conforme Braga, faz 10 anos que a empresa não investe na região e que o estado perdeu o protagonismo da Petrobras. Portanto, nesse momento, é necessário ir atrás de novos investidores que tenham responsabilidade ambiental e social.
Para o deputado federal Serafim Corrêa (PSB), o Governo tem sua parcela de responsabilidade pela saída da empresa, pelo tratamento “hostil”. O deputado acredita que, nesse momento, é necessário que o Estado converse para que a Petrobras não deixe o Amazonas.
“A Petrobras é a maior empresa da América Latina e ela sair daqui agora, vai significar algo muito ruim para a nossa economia”, avaliou.