domingo, 27 de setembro de 2026
TRANSPORTES

Rodovias federais no Amazonas estão entre as três piores do Norte

Estudo da CNT,mostra que a cada 100 km em rodovias federais, motorista passa por onze pontos críticos
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O Radar CNT do Transportes – Pontos Críticos 2023, estudo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), revelou que o Amazonas está entre os três estados da Região Norte que têm rodovias federais com mais pontos críticos e que colocam em risco o tráfego dos motoristas.

O Acre contabiliza 27 pontos críticos a cada 100 quilômetros e lídera o ranking na Região Norte. Em segundo e terceiro lugares estão os estados de Roraima e do Amazonas, nos quais o motorista pode encontrar, onze pontos críticos a cada 100 quilômetros trafegados numa rodovia federal.

Conforme o relatório, em 2023 cresceu o número de pontos críticos na malha rodoviária do País. Ao todo, foram identificados no Radar 2.648 ocorrências graves nas estradas federais, 38 a mais que no ano anterior, o que representa um aumento de 1,5%.

Os pontos críticos em rodovias federais envolvem desde quedas de barreiras e erosões na pista a buracos grandes (cujo tamanho deve ser igual ou maior que um pneu de veículo de passeio), além de pontes estreitas ou caídas.

Essas situações tornam a movimentação rodoviária mais arriscada para o motorista e para a segurança viária, além de impactar a fluidez da via e elevar os custos operacionais do setor transportador.

Estados com as piores rodovias federais

Os três Estados que tiveram os maiores números de pontos críticos em termos absolutos, em 2023, foram Minas Gerais (383), Acre (374) e Maranhão (258). Levando-se em conta o total de pontos críticos em relação à extensão da rodovia pesquisada pela CNT, a região Norte lidera a densidade de problemas.

Rodovias federais com ocorrência de buracos grandes lideram o número de casos, com 1.803 registros, sendo que, no ano passado, 99% deles não tinham qualquer tipo de sinalização de advertência. No histórico de onze anos de análise de pontos críticos pela CNT, a contagem de trechos com buracos grandes saltou de 64, em 2012, para 1.803, em 2023.

O aumento de quedas de barreira nas rodovias federais também foi expressivo no período. Passou de 20 ocorrências, em 2012, para 207, no ano passado. O mesmo caso ocorreu com as erosões na pista. Há onze anos, foram identificadas 162 e em 2023 passaram para 504.

Custo da recuperação são cada vez maiores

Diante dos resultados, a CNT estima que serão necessários R$ 4,8 bilhões para a resolução dos problemas detectados no Radar 2023. Desse total, 38,5% devem ser destinados à correção de quedas de barreiras e 21,7%, à adequação ou reconstrução de pontes estreitas.

Levando-se em conta o investimento necessário para intervenção de melhorias emergenciais, como reconstrução, restauração e manutenção dos trechos da malha rodoviária federal que apresentam problemas, a estimativa da necessidade de recurso sobe para R$ 46,8 bilhões.

Conforme a CNT, a situação no Amazonas e em Roraima melhorou em 2023 por conta da recuperação de trechos da rodovia BR-174, a Manaus-Boa Vista, que no ano anterior estava com a cobertura asfáltica praticamente destruída e recebeu obras de melhorias em todos os trechos nos dois Estados.

Já os trechos transitáveis da BR-319 também registraram pontos críticos um pouco acima da média do Estado – onze pontos a cada 100 quilômetros. A situação do Trecho do Meio também puxa para cima a situação do Amazonas neste ranking negativo.

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