quarta-feira, 23 de setembro de 2026
ESTIAGEM SEVERA

Rios podem não voltar mais à normalidade, alerta Wilson Lima

Governador do Amazonas disse que as previsões da Defesa Civil e dos especialistas é de uma estiagem prolongada e que o próximo período de cheia não seja capaz de normalizar as cotas dos rios da região.
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Wilson Lima esteve reunido com o vice-presidente Alckmin e ministros (Secom)

O governador do Amazonas, Wilson Lima (União), disse nesta quarta-feira (4) que as previsões feitas pelos especialistas do governo indicam que, além de um período mais prolongado de estiagem, o período chuvoso não será “capaz de fazer com que os rios voltem à sua normalidade”.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva junto com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e ministros do governo federal, que estiveram em Manaus para visitar áreas impactadas pela seca e alinhar ações com órgãos da gestão estadual e municipais.

Wilson foi questionado se o governo trabalha com previsões de alguns especialistas que indicam que o período de seca pode se prolongar até janeiro do próximo ano.

O governador disse que o Estado tem “um trabalho permanente de acompanhamento de subida e descida dos rios”.

“O que a nossa Defesa Civil nos diz e que os especialistas apontam? É que nós teremos um período maior, um período mais prolongado de estiagem”, declarou.

“No Estado do Amazonas, principalmente aqui em Manaus, a gente costuma dizer que as chuvas começam depois do Dia de Finados (2 de novembro). Esse ano, a expectativa é que esse período chuvoso no Amazonas comece lá para o dia 15 de novembro”, exemplificou. “E que nós não teremos um período de cheia, um período chuvoso, que seja capaz de fazer com que os rios voltem à sua normalidade”, acrescentou.

Wilson Lima destacou que essa é, por enquanto, apenas uma “previsão”. “A gente não sabe com certeza se isso vai efetivamente se concretizar ou não”, ressalvou.

“O que a gente está fazendo é um trabalho de monitoramento e, à medida em que a gente tem essas informações, a gente começa a agir. Se isso extrapola a capacidade do Estado, a gente recorre ao governo federal”, disse.

“Lá em junho, quando a gente já vislumbrava a possibilidade de a gente ter uma seca mais severa e uma velocidade [maior] na descida dos rios, nós comunicamos à concessionária de energia elétrica, principalmente nos sistemas isolados do interior, para que fizesse um estoque de combustíveis para que não houvesse desabastecimento”, relatou.

“Comunicamos à indústria, comunicamos ao comércio, para que também começassem a fazer esse estoque de alimentos. Comuniquei ao ministro Waldez Góes, que é do Desenvolvimento Regional, para que ele ficasse já atento, que a gente iria precisar do governo federal”, acrescentou.

Wilson e Alckmin (Secom)

De acordo com o governador, se não houvesse essas ações antecipadas, o Amazonas poderia estar “numa situação bem mais difícil, bem mais complicada”.

“Mas, à medida em que os episódios vão acontecendo, a gente vai agindo dentro daquilo que estabelece a legislação, dentro daquilo que estabelece os critérios da defesa civil”, concluiu.

Visita de comitiva do governo federal

Acompanhado de uma comitiva de ministros, vice-presidente Geraldo Alckmin desembarcou em Manaus pela manhã, quando esteve em áreas ribeirinhas afetadas pela seca, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se recupera de uma cirurgia.

Entre o fim da manhã e início da tarde, Alckmin esteve reunido com o governador Wilson Lima (União), ministros, secretários e outros representantes de órgãos federais e membros da bancada amazonense no Congresso Nacional para alinhar ações.

Depois, em entrevista coletiva, ele anunciou uma série de medidas para o enfrentamento dos problemas provocados pela seca severa.

Balanço parcial da estiagem no Amazonas

Balanço divulgado pelo governo estadual mostra que, até às 15h, havia 40 municípios em situação de emergência por conta da vazante dos rios, 19 em estado de alerta, um em atenção e apenas dois em normalidade. Veja:

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