quarta-feira, 23 de setembro de 2026
DENGUE

Ressurgimento do sorotipo 3 da dengue preocupa saúde no Amazonas

Segundo a FVS-RCP, no Amazonas, circulam há algum tempo o sorotipo I e o sorotipo II da Dengue.
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(Foto: Divulgação)

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) está em alerta após o ressurgimento do sorotipo 3 da dengue no país. Um novo caso dessa variante foi encontrado em São Paulo, na semana passada. Mesmo sem registrar casos desse sorotipo, Amazonas teve alta de 70% em doentes por dengue até outubro.

De acordo com a FVS, casos dos sorotipos 1 e 2 circulam atualmente no Amazonas e aparecem nas análises feitos pelos Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). 

“É uma grande questão quando aparece um novo sorotipo na população. É que, como a população nunca teve contato com esses tipos de vírus, todos são suscetíveis. Então isso pode aumentar o número de notificações”, disse Elder Figueira, chefe do Departamento de Vigilância Ambiental da FVS-RCP. 

O especialista informa, ainda, que a dengue possui quatro sorotipos diferentes e a infecção por um deles garante imunidade apenas contra o mesmo sorotipo. No entanto, é possível contrair dengue se houver contato com um sorotipo diferente, pois a imunidade adquirida não protege contra os demais sorotipos.

Orientações da FVS para combater o mosquito da dengue

Dados da FVS-RCP apontam que, de janeiro a outubro deste ano, foram notificados 15.038 mil casos de dengue, registrando crescimento em mais de 70% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando 8.822 mil casos de dengue foram notificados.

Conforme o especilista da fundação, a melhor forma de evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença.

“A orientação é a adoção da lista de verificações (checklist) semanal, de 10 minutos de duração, de modo que a população possa agir para identificar os possíveis criadouros, como garrafas, vasos de plantas, pneus, bebedouros de animais, sacos plásticos, lixeiras, tambores e caixas d’água”, alerta Elder Figueira.

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