quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Quer viver mais? Saiba como reduzir em 15 anos a idade biológica

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Eric Verdin, especialista em envelhecimento saudável e diretor do Buck Institute for Aging Research, afirma ter conseguido reduzir sua idade biológica em até 15 anos.

Para alcançar esse feito, ele adota uma combinação de dieta balanceada, jejum intermitente e monitoramento constante da saúde, com práticas fundamentadas em dados científicos sobre longevidade.

Aos 63 anos, Verdin mantém uma idade biológica que varia entre 48 e 53 anos, embora sua idade cronológica seja de 68.

Ele utiliza tecnologias, como smartwatches, e realiza exames regulares de sangue para ajustar seu estilo de vida e prevenir doenças como câncer e diabetes tipo 2.

Seus hábitos não se baseiam apenas em disciplina pessoal, mas também em estudos que mostram como o estilo de vida impacta diretamente a longevidade.

Pesquisas científicas demonstram como fatores como alimentação, atividade física e genética influenciam o envelhecimento.

No Estudo de Saúde das Enfermeiras, por exemplo, estima-se que 20% a 30% da longevidade seja determinada pela genética, mas a maior parte é influenciada pelo estilo de vida e pelo ambiente.

Isso significa que a maneira como vivemos tem um impacto muito maior sobre nossa saúde e longevidade do que muitos imaginam.

A alimentação saudável, por exemplo, desempenha papel fundamental. Estudos da Harvard T.H. Chan School of Public Health indicam que dietas equilibradas, como a dieta mediterrânea, podem retardar o envelhecimento celular e prevenir doenças crônicas, como doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e até câncer.

A dieta de Verdin, inspirada nesses princípios, prioriza alimentos frescos e naturais, como frutas, vegetais, grãos integrais, peixes, nozes e leguminosas. Ele evita alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, sódio e gorduras, e limita o consumo de sucos de frutas e álcool.

Aumento no tempo de vida

Além disso, a atividade física tem impacto na longevidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a prática regular de exercícios pode adicionar entre 3 e 7 anos à expectativa de vida.

Exercícios ajudam a prevenir doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e mantêm a saúde cognitiva, protegendo contra doenças neurodegenerativas.

Em várias partes do mundo, chamadas “zonas azuis”, as pessoas vivem mais tempo do que a média global. Nessas regiões, como Okinawa (Japão), Sardenha (Itália) e Loma Linda (Califórnia, EUA), os moradores seguem hábitos de vida que incluem uma alimentação equilibrada, forte coesão social e uma gestão eficaz do estresse. Esses fatores contribuem para uma vida mais longa e saudável.

Verdin segue esses mesmos princípios de longevidade, e sua abordagem inclui o jejum intermitente, prática que ele implementa ao antecipar o horário do jantar, com o objetivo de maximizar seus benefícios.

Além de monitorar constantemente sua saúde, ele ajusta seus hábitos para garantir que ela se mantenha em ótimas condições.

Eric Verdin, especialista em envelhecimento saudável. (Foto: Divulgação/Buck Institute/Verdin Lab)

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