quinta-feira, 5 de novembro de 2026

‘Quem é você na fila do pão?’ revela talentos culturais manauaras para o Brasil

O projeto cultural foi concebido e desenvolvido por Paulo Queiroz com produção de Narda Telles e usa a expressão popular para “brincar” com pessoas que ironizam outras.
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Intitulado “Quem é você na fila do Pão? – Edição Norte-Sul/Leste-Oeste”, o projeto cultural foi concebido e desenvolvido por Paulo Queiroz, com produção da atriz e diretora Narda Telles, e foi contemplado pela Lei Aldir Blanc, no edital do Prêmio Manaus de Conexões Culturais 2020, na categoria Teatro, da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) da Prefeitura de Manaus.

Um talk-show conduzido por Filó, a Básica – personagem do ator, diretor e produtor cultural Paulo Queiroz – vai apresentar ao grande público, local e nacional, por meio de divulgação em redes sociais (Instagram, Facebook e YouTube), 11 artistas das seguintes áreas: Artes Visuais, Audiovisual, Cultura Infância, Dança, Espaços Culturais, Hip-Hop, Literatura, Manifestações Culturais, Música, Teatro e Circo.

Paulo Queiroz explica que batizou o projeto com essa expressão popular porque decidiu “brincar” com essa gíria utilizada pelas pessoas que querem ironizar outras, quando elas querem demonstrar que são superiores às demais, e também porque a frase irônica foi amplamente disseminada na Internet, justamente onde a série de entrevistas feitas pela Filó serão divulgadas.

“Trata-se de uma série de 11 entrevistas teatralizadas, de 20 minutos cada, que foram concebidas para as plataformas digitais e redes sociais. Essa série terá como entrevistados os fazedores de Cultura da cidade de Manaus”, diz Queiroz.

É por essa razão que, de acordo com Queiroz, a expressão “Quem é você na fila do pão?” ganha um novo sentido no projeto criado por ele.

Seleção de artistas

O autor de “Quem é você na fila do pão?” explica que os critérios principais para selecionar os participantes do projeto foram: ser artista, desenvolver atividades culturais relevantes, não ter ainda visibilidade na mídia para si ou para a atividade que desenvolve e ser oriundo de bairros populosos das zonas Norte, Sul, Leste e Oeste, de áreas não privilegiadas, onde há pouco incentivo cultural oficial e acesso à Cultura e, prioritariamente, negros, mulheres, indígenas e pessoas LGBTQI+.

Participantes

Os selecionados para o projeto são apadrinhados por artistas mais experientes e conhecidos do público, conforme explica Queiroz. “Com o intuito de dimensionar o trabalho desses artistas, os entrevistados serão apadrinhados por grandes nomes da cena cultural de Manaus, que os apresentarão aos que assistirem à série e explicarão os motivos de suas respectivas escolhas”.

Currículo

O ator e diretor Paulo Queiroz é licenciado e bacharel em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), com pós-graduação em Gestão e Produção Cultural. Foi diretor artístico da Associação Amazônia Arte-Mythos, dramaturgo, compositor e pesquisador nas áreas da Arte-educação e Preparação do Ator.

Ele também atuou como membro do Colegiado de Teatro do Conselho Nacional de Políticas Culturais e conselheiro municipal de Cultura na cadeira de Teatro e Circo. Queiroz participou de campanhas publicitárias, trabalhos em televisão, teatro, dança, programas de rádio e diversos eventos na área cultural. Ao longo da sua carreira, ele recebeu vários prêmios pelos trabalhos realizados.

Sobre o edital

A Prefeitura de Manaus publicou na edição 4.970 do Diário Oficial do Município (DOM), no dia 19 (quinta-feira) de novembro, a homologação do resultado final dos editais de cultura da Lei Aldir Blanc. No total, 537 propostas foram contempladas, totalizando mais de R$ 20 milhões na cadeia econômica da cultura.

Foram contemplados 509 projetos artístico-culturais referentes ao Prêmio Manaus de Conexões Culturais e 28 propostas de espaços culturais aptos a receber o auxílio previsto pela lei. São R$ 19.720.000 voltados aos projetos contemplados pelos editais do Prêmio Manaus de Conexões Culturais e R$ 459.000 para o edital de auxílio a espaços culturais afetados pela pandemia da Covid-19.

Além da verba do Governo Federal destinada à Lei Aldir Blanc, a Prefeitura de Manaus também ampliou os recursos destinados aos trabalhadores da cultura com um aporte financeiro de R$ 6 milhões. A Comissão de Seleção também realizou o remanejamento de verbas previsto nos editais a fim de contemplar o maior número de projetos possível.

Lei Aldir Blanc

A Lei nº 14.017/2020, conhecida como Lei Aldir Blanc, destinou o repasse de R$ 3 bilhões para estados e municípios para incentivar ações emergenciais destinadas ao setor cultural afetado pela pandemia.

A lei foi regulamentada em nível federal por meio do Decreto nº 10.464/2020, e em âmbito municipal por meio do Decreto nº 4.923/2020, assinado pelo prefeito Arthur Virgílio Neto e publicado na edição n° 4.944 do Diário Oficial do Município (DOM).

A regulamentação estabelece que a Prefeitura de Manaus, por meio da Manauscult e do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), é responsável pela renda emergencial dos espaços artísticos e culturais da cidade afetados pela pandemia, além da publicação de editais e chamadas públicas.

Para o repasse da verba aos trabalhadores e espaços culturais da cidade, foram disponibilizados 11 editais: dez referentes ao Prêmio Manaus de Conexões Culturais, que contempla projetos artísticos e culturais que possam ser realizados de forma presencial, seguindo os protocolos de saúde obrigatórios, ou transmitidos digitalmente; e um edital de credenciamento que oferece subsídio mensal aos espaços culturais que tiveram suas atividades interrompidas pela pandemia da Covid-19.

Fonte: assessoria

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