quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Queiroga descarta emergência pública no país devido à varíola dos macacos

O ministro da saúde citou, entretanto, a possibilidade de São Paulo recorrer à medida, uma vez que concentra a maioria dos casos registrados no país.
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Varíola dos macacos (Foto Shutterstock) / Até esta sexta-feira (5), 2004 casos de varíola dos macacos foram registrados no País, segundo o Ministério da Saúde (Foto: Shutterstock)
Até esta sexta-feira (5), 2004 casos de varíola dos macacos foram registrados no País, segundo o Ministério da Saúde (Foto: Shutterstock)

O surto de varíola dos macacos não exige, até o momento, que o Brasil declare emergência em saúde pública de importância nacional, na avaliação de Marcelo Queiroga. O ministro citou, entretanto, a possibilidade de São Paulo recorrer à medida, uma vez que concentra a maioria dos casos registrados no país.

“Nesse momento, não há os requisitos para Espin (emergência em saúde pública de importância nacional), até porque a maioria dos casos estão no estado de São Paulo, e há a possibilidade, inclusive, de se fazer uma emergência de saúde pública de importância regional, mas o secretário [de Saúde] não falou disso. Então, quando houver necessidade, o ministro está aqui”, afirmou Queiroga em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (15).

Na entrevista, o ministro mencionou o pedido de reconhecimento de emergência de saúde pública para todo o país feito pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) na semana passada, mas reiterou que não existe demanda para a ação.

“A Espin tem critérios para que seja reconhecida. Falei aqui dos Estados Unidos e da Austrália, os únicos países do mundo que reconheceram. Até agora, não recebi nenhuma solicitação técnica da área para que considerasse ou não a edição de uma portaria em relação a Espin”, acrescentou Queiroga.

“Aí pergunto: vamos supor que eu reconhecesse hoje, o que ia mudar? A nossa vigilância foi reforçada durante a emergência de saúde pública de importância nacional decorrente da Covid-19”, completou o ministro.

Texto: Maria Tereza Santos (FolhaPress)

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