Em Itacoatiara, município distante 269 quilômetros de Manaus, alunos do ensino médio da escola SESI Abrahão Sabbá desenvolveram um projeto para purificar as águas do Rio Amazonas e abastecer as comunidades ribeirinhas.
A pesquisa começou a ser desenvolvida em julho de 2019, prolongou-se por seis meses, e demonstrou ser de baixo custo e viável para aplicação em comunidades ribeirinhas isoladas no Amazonas.
O tema surgiu em um Torneio SESI de Robótica (2017/ 2018), e além de render premiações na FBJC 2020, ficou entre os finalistas na Mostra Virtual da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia – Febrace 2020.
Saneamento
De acordo o Painel Saneamento Brasil do Instituto Trata Brasil (ITB) no Amazonas, em 2019, mais de 20% da população (633.753 habitantes) não possuem acesso à água com algum tipo de tratamento.
Luciano Huck
O estudo despertou a atenção do apresentador do programa Caldeirão do Huck, Luciano Huck.
Durante uma entrevista com a equipe de jornalismo do portal de notícias do grupo Globo, G1, os alunos foram surpreendidos pela chamada do apresentador do Caldeirão do Huck que abordou pauta sobre a Amazônia e quis saber mais sobre o projeto desenvolvido por eles.
“Ficamos muito surpresos com a ligação e está sendo gratificante poder mostrar o nosso projeto. Acredito que é bom ter o reconhecimento, depois de tanto tempo dedicado e espero que no futuro possamos dar continuidade e avançar nos testes e nas pesquisas, para de fato conseguir colocar em prática e beneficiar as comunidades que não têm acesso à água tratada, além de reduzir as doenças causadas pela água contaminada”, relatou a aluna Alice Pimentel, membro da equipe.
A proposta de Alice e do colega Rickson Moraes, juntamente com o aluno do Instituto Federal do Amazonas (IFAM-Itacoatiara), Thomás Vasconcelos, é viabilizar um sistema que converta a energia elétrica em energia química, conhecida como eletrólise, para purificar as águas do rio Amazonas e abastecer as comunidades ribeirinhas do estado com água potável.
“Essa repercussão tem sido muito positiva e, para os alunos, é uma oportunidade de aprender e tornar realidade a ideia de solucionar um problema local”, disse o professor da Escola SESI de Itacoatiara e orientador da equipe, Nicanor Bueno.