quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Projeto da Suframa visa criar Centro de Memória e digitalização sustentável

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Fachada da sede da Suframa em Manaus, com letreiro verde em destaque e estrutura do auditório Floriano Pacheco ao fundo.
Sede da Suframa recebe nesta quinta-feira (9/10) o Seminário dos Programas Prioritários CAPDA: PPI4.0 – Oportunidades e Resultados, que reunirá startups, institutos de pesquisa e universidades para discutir os avanços da Indústria 4.0 na Amazônia.

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) deu um passo significativo na modernização de sua gestão documental e preservação histórica.

Em reunião com representantes da autarquia, membros da Associação de Arquivistas do Amazonas e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) apresentaram uma proposta de implantação de um sistema de gestão arquivística alinhado aos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança).

O projeto inclui a criação de um futuro Centro de Memória da Suframa, que visa a valorização e transparência institucional.

A iniciativa será formalizada por meio de um convênio institucional e prevê o tratamento técnico de cerca de 16 mil caixas de documentos acumulados ao longo de décadas.

O objetivo é criar uma política arquivística eficiente, além de garantir a preservação de documentos históricos que remetem ao papel fundamental da Suframa na economia regional.

“Definimos os termos para tratar a documentação da Suframa, com vistas à criação de uma política arquivística e, futuramente, um Centro de Memória, em comemoração aos 60 anos da instituição, que ocorrerão em dois anos”, afirmou o professor Alexandre Costa, coordenador acadêmico do curso de Arquivologia da Ufam.

Durante a reunião, a importância simbólica e estratégica da preservação documental da Suframa para a história da Amazônia foi destacada. Para Leonardo Vieira, presidente da Associação dos Arquivistas do Amazonas, o projeto simboliza a reconexão do curso de Arquivologia da Ufam com a demanda histórica da própria Suframa.

“Queremos resgatar a memória e deixar um legado para que o Brasil e o mundo compreendam a importância dessa instituição para a proteção da Amazônia e a sustentabilidade da economia regional”, afirmou.

O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, reforçou a relevância do projeto tanto para a gestão pública quanto para o alinhamento com os princípios ESG. “Este projeto une responsabilidade ambiental e fortalecimento da governança. A Suframa tem o dever de preservar sua história com transparência, e esse legado deve ser conhecido por toda a sociedade”, declarou.

Além da organização dos arquivos físicos, a proposta abrange ações como digitalização sustentável, acessibilidade digital, oficinas educativas e parcerias com cooperativas para o descarte consciente de documentos.

Espera-se que a iniciativa contribua para a redução de custos com armazenamento, aumente a transparência institucional e valorize a memória histórica da Zona Franca de Manaus.

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