O Programa Prioritário de Formação de Recursos Humanos (PPFRH), pertence a Fundação Muraki e representa o conjunto de projetos voltados ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação que possuem grande relevância para o desenvolvimento regional.
Por meio desses programas, empresas beneficiadas pela Lei de Informática e aquelas que possuem obrigação de aplicação de recursos em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) estabelecida na definição do processo produtivo básico, poderão investir em projetos que estejam alinhados com esses temas.
Os investimentos proporcionam a capacitação técnica, tanto para o ensino médio, quanto para graduação e pós-graduação, tanto dos funcionários das empresas, quanto para a população em geral.
O PPFRH possui parceria com diversas instituições, entre elas a Fundação Paulo Feitoza (FPF Tech) e possui um portfólio bastante diversificados de cursos.
Dentre eles, destacam-se: o Programa Social de Educação Tecnológica, focado no Ensino Médio Técnico, que oferece cursos de informática, eletrônica e mecatrônica para jovens, e é executado pela Fundação Matias Machline; a Especialização em Engenharia e Gestão Industrial, executado pela UFAM; a Especialização em Internet das Coisas (IoT), executado também pela UFAM; o Mestrado Profissional em Engenharia de Processos, executado pelo ITEGAM; e o MBA em Lean Manufacturing, executado pela IEL.
Contudo, para este ano a novidade fica por conta dos novos cursos voltados para o movimento da “Indústria 4.0” que abordarão temas, como: Learn Manufacturing, Big Data, Internet das Coisas (IoT), eletrônica digital, entre outros.
Esse movimento trata da evolução dos serviços de tecnologia e todos devem estar preparados para ele. É o que afirma o engenheiro e coordenador do PPFRH, Fernando dos Santos Moreira Júnior.
“Todos devem estar preparados para este movimento, inclusive as empresas. É um movimento que vai exigir uma maior e melhor qualificação profissional daqueles que querem ou pretendem conquistar uma vaga no mercado de trabalho”, destacou o coordenador.
Lei de Informática
A Lei da Informática abrange o investimento na área de pesquisa e desenvolvimento, além da área de recursos humanos.
Através da Lei da Informática, as empresas devem realizar o investimento de 5% do seu faturamento bruto em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Outra opção de investimento é o Programa Prioritário de Formação de Recursos Humanos, conforme indica a legislação.
Fernando destaca ainda a importância do investimento na capacitação de pessoas. “É preciso investir na capacitação das pessoas para trabalhar nessas áreas de pesquisa e desenvolvimento, pois, sem a força de trabalho de pessoas qualificadas, que são a base fundamental, principalmente em relação à Indústria 4.0, não há como ter avanço e se adequar às mudanças”, ressaltou.
Os cursos são oferecidos por instituições de ensino e pesquisa, que são credenciados pela SUFRAMA para atuar na região. Sendo assim, recebem financiamento da indústria.
Fundação Matias Machline
Instituição parceira e referência em ensino técnico à nível médio, a Fundação Matias Machline (FMM) luta para se manter funcionando há muito anos.
Fernando explicou que as empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento injetam recursos na FMM.
” Dessa forma, os investimentos mostram que a empresa está fazendo formação de recursos humanos, exemplo de contribuição para o mercado de trabalho e para uma melhor qualificação”, explica o coordenador.
A FMM executa um Programa Social de Educação Tecnológica, focado no Ensino Médio Técnico, que oferece cursos de informática, eletrônica e mecatrônica para jovens.
“É um programa social referência no nosso estado e com a parceria ajudamos na captação de investimentos para manter a escola funcionando”, afirmou Fernando.
Como participar do Programa Prioritário?
Todos os cursos do PPFRH serão oferecidos gratuitamente.
Dessa maneira, as vagas serão divulgadas por editais que serão publicados ao longo do ano, no site da Fundação Muraki.
Até o momento, aproximadamente 2470 alunos já se formaram e mais 878 alunos estão em processo de capacitação através dos cursos do Programa Prioritário.
Expectativas para 2020
O coordenador falou sobre as expectativas para 2020, já que o programa está ativo há dois anos. “Queremos ampliar os recursos para o interior do estado e também para os outros estados da Amazônia Ocidental, que inclui os estados do Acre, Rondônia, Roraima e Amapá”, revelou Fernando.
O programa atende diversas áreas do saber, englobando tecnologia, biotecnologia, bioeconomia, entre outros. “A intenção é ampliar esses cursos para todos, abrangendo as mais diversas áreas”, finalizou o engenheiro.