Após a primeira-dama de Manaus Elisabeth Valeiko Ribeiro, que preside o Fundo Manaus Solidária (FPS) e a Comissão Especial de Paisagismo e Urbanismo ser diagnosticada, pela segunda vez, com a Covid-19, muitas pessoas discutiram nas redes sociais a respeito da possibilidade de reinfecção pelo novo coronavírus.
Seria a primeira-dama um dos casos raros de reinfecção pelo novo coronavírus? Foi a pergunta que ecoou na internet desde o anúncio de que a Elizabeth estava, novamente, infectada.
De acordo com André Patrício, médico infectologista da Fundação de Medicina Tropical (FMT/HDV), vários estudos estão sendo realizados em torno da possibilidade de reinfecção pelo novo coronavírus, mas ainda não foram concluídos.
O infectologista ressaltou que um estudo publicado na revista Nature Medicine, no último dia 18 de junho de 2020, mostrou que os anticorpos IgG permaneceram por dois a três meses na corrente sanguínea de pacientes com poucos sintomas, ou em pacientes que não apresentavam sintomas da Covid-19, mas que estavam infectados.
“Esse estudo mostrou que quanto mais leve é a infecção, menos tempo esses anticorpos podem durar na corrente sanguínea o que poderia levar a uma nova infecção”, explicou o médico.
Estudos não comprovam possibilidade
“Porém o estudo não deu nenhum dado de que essa reinfecção realmente aconteceria, mas deixou a porta aberta para outras pesquisas falarem a respeito disso”, esclareceu.
André Patrício disse ainda que há alguns estudos acontecendo neste sentido de saber se pode ou não haver reinfecção, mas nada conclusivo até o momento.
“Muito, provavelmente, deve se chegar à conclusão de que pode sim acontecer reinfecção, como se pensou em março, na Coreia do Sul. Mas precisamos esperar as informações que vão surgir a partir desses estudos”, disse o médico.
Infectada duas vezes
No dia 16 de maio a Prefeitura de Manaus informou que em abril, a primeira-dama havia testado positivo para o novo coronavírus e que já se encontrava fora do período de transmissão.
Já na última terça-feira (30), em nota oficial, um novo diagnóstico positivo de Elisabeth Valeiko foi divulgado pela Prefeitura de Manaus. O exame de Proteína C-Reativa (PCR), apresentou apenas sintomas constitucionais.
Em relação ao primeiro diagnóstico, Elisabeth Valeiko afirmou que foi resultado de um teste rápido e que ele pode ter dado um falso positivo.
Segundo boletim médico da primeira-dama, ela não necessita de oxigênio suplementar e está em medicação para febre contínua e terapia venosa, estando estável e em leito de apartamentos sob cuidados gerais no hospital Adventista de Manaus.