O Novo pretende lançar uma candidatura à Prefeitura de Manaus nas eleições de 2024, anunciou o presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro, nesta quinta-feira (16), durante visita à capital amazonense.
Ao lado da presidente estadual da legenda no Amazonas, Maria do Carmo Seffair, Ribeiro lançou o nome dela como possível candidata a prefeita pelo partido, mas ressalvou que essa é uma decisão das instâncias locais do Novo.
Questionado se o partido lançará uma candidatura majoritária, o presidente disse que isso “não é só possível, como nós estamos trabalhando para isso. É o nosso objetivo. E tenho a certeza absoluta que vai ser uma candidatura muito competitiva”, declarou.
“O Novo tem um processo de escolha de candidaturas que é muito peculiar também, dá oportunidade para todos que queiram participar. Mas, evidentemente, temos nomes muito competentes, que podem representar muito bem o partido, com chances de vitória e de mudar o cenário político”, disse.
“Eu sou um particular defensor que a própria Maria do Carmo seja nossa candidata. Mas essa é uma decisão não vai ser do Diretório Nacional, mas do Diretório Estadual, do Diretório Municipal, porque nós somos um partido democrático e livre de caciques”, acrescentou Ribeiro.
Maria do Carmo, por sua vez, disse estar à disposição do partido. Ela destacou que é importante a participação popular na política eleitoral. “Se você não faz, se você não adere, você vai ver outro fazendo por você, porque é realmente na política que as coisas acontecem”, disse, reforçando um convite às mulheres.

Estratégias do Novo para as eleições de 2024 no Amazonas
Com um quadro de cerca de 300 filiados no Amazonas, um dos objetivos do partido hoje é aumentar essa adesão para três mil, disse Ribeiro. O partido também pretende implantar os diretórios municipais em todas as cidades.
Para 2024, no Amazonas, o Novo pretende sair com uma “chapa completa e competitiva” de candidatos a vereador na capital. A nova estratégia do partido é lançar candidatos no maior número possível de cidades. “Independentemente do tamanho”, destacou Ribeiro.
Ele avaliou como errada o rumo que a gestão anterior do partido tomou na eleição de 2020, quando limitou candidaturas majoritária a cidades com mais de 400 mil habitantes. Na avaliação dele, isso refletiu nas eleições de 2022, quando o Novo teria ficado “sem base”.
Ribeiro disse que outra mudança foi que o partido decidiu usar a verba de financiamento pública de campanha eleitoral. Antes, o partido, fundado em 2011, devolvia os valores, mas, segundo Ribeiro, o veto às doações privadas tornou a disputa desigual e a decisão por uso da verba pública é o único caminho para tornar as candidaturas no Novo competitivas.
Qual imagem o partido Novo quer passar para o eleitor?
O presidente nacional do Novo resumiu a imagem que o partido pretende passar para o eleitorado:
“Nós somos um partido que se propõe a ser e que já está sendo, a casa de uma direita que quer fazer o bem, que abrange conservadores, liberais, pessoas que têm em comum uma defesa da economia de mercado, uma redução do tamanho do estado, mais liberdade para o empreendedor e a defesa de valores que têm se perdido ao longo dos anos”, disse.
Segundo ele, o partido também quer levar “virtude” a política, elegendo quadros que “não dependam da política para viver”.
A presidente estadual diz que o Novo chega para atender aos anseios da parcela da população local e brasileira que se identifica com os princípios da direita política. “O conservador, que quer, de fato, avanços para o nosso Estado, avanços para o Brasil”, disse.
“O Novo vai ser o partido, eu não tenho dúvida disso, que vai responder a esses anseios de forma muito rica, muito clara, muito ética. Nós já temos visto aí atuação dos nossos deputados, que tem feito muito, apesar de uma bancada muito pequena na Câmara, no real interesse dos representados, que somos nós, o povo, e que são esquecidos”, acrescentou Maria do Carmo.
“Eu, quando eu procurei o Novo, eu procurei justamente um partido que tivesse identidade com o que eu sou, o que eu quero, o que eu penso e com o que nós podemos fazer”, concluiu.
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