quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Zé Ricardo é o único deputado da bancada que se absteve de aprovar PEC emergencial

O deputado federal amazonense está alinhado com a oposição ao governo Bolsonaro para votar dez destaques que derrubam o limite de R$ 44 mi e aumentam o valor do auxílio.
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José Ricardo conversou com a jornalista Vivian Alencar
Durante entrevista, José Ricardo não poupou críticas ao adversário Amazonino Mendes.

O deputado federal José Ricardo Wendling (PT) foi o único da bancada do Amazonas na Câmara Federal que se absteve de votar a Proposta de Emenda Constitucional 186/19, em primeiro turno, que permite ao governo federal pagar um auxílio emergencial a população vulnerável pelos próximos quatro meses.

A PEC foi aprovada nesta madrugada com o voto favorável de sete dos oito deputados amazonenses. Hoje pela manhã serão votados os 10 destaques apresentados ao texto base do relator Daniel Freitas (PSL-SC), entre eles o que derruba o gatilho que proíbe o reajuste de salário e progressão na carreira de funcionários públicos.

Foram 341 votos a favor e 121 votos contra o parecer do relator, deputado Daniel Freitas (PSL-SC), que recomendou a aprovação sem mudanças do texto vindo do Senado na semana passada. Houve 10 abstenções, entre elas a de Zé Ricardo, o Homem da Kombi.

Abstenção é maneira de não se expor

Para observadores políticos, se abster seria uma maneira de não se expor negativamente perante a opinião pública. É o mesmo que votar contra sem dizer que votou contra. No caso da PEC Emergencial, é ser conta o pacote de ajuda do governo federal, que pode até ser considerado demagógico por muitos mas, nesse momento, é fundamental para ajudar as pessoas que estão na linha da miséria nesse momento de pandemia.

Destaques analisados

Em sessão marcada para as 10 horas desta quarta-feira (10), os deputados analisarão dez destaques apresentados ao texto na tentativa de mudar trechos da PEC. A maior parte deles, de partidos de oposição, pretende diminuir as restrições fiscais impostas e retirar o limite de R$ 44 bilhões para pagar o auxílio.

Segundo o governo, as parcelas da ajuda à população mais vulnerável serão de R$ 175 a R$ 375 por quatro meses (março a junho). Para a família monoparental dirigida por mulher, o valor será de R$ 375; para um casal, R$ 250; e para o homem sozinho, de R$ 175.

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