Na mensagem anual de abertura do ano legislativo de 2021 da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o governador Wilson Lima (PSC) não poupou o ex-prefeito Arthur Neto (PSDB) de duras críticas pela atuação da Prefeitura de Manaus sob sua gestão no combate à pandemia de Covid-19. A crise sanitária causada pela pandemia foi o tema central da mensagem do governador. Em meio a um verdadeiro relatório das ações do governo para combater o coronavírus, entretanto, Wilson Lima encontrou espaço para condenar a falta de empenho da gestão Arthur Neto no que chamou de guerra travada contra o vírus.
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UNIVERSO PARALELO
Wilson Lima afirmou que o ex-prefeito não fez nada para ajudar a capital no combate à Covid-19. O governador criticou a cobertura da atenção primária à Saúde na capital, que é atribuição da prefeitura por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Segundo Wilson, enquanto a pandemia se agravava em Manaus, o ex-prefeito “seguia no seu mundo onírico, vendo a crise da Saúde como oportunidade de autopromoção”. O governador afirmou ainda que Arthur mantém a mesma atitude após ter deixado o cargo de prefeito.
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SOBROU PARA DEPUTADOS
O governador alfinetou também os deputados estaduais que fazem oposição sistemática ao seu governo na Aleam. De acordo com Wilson, os deputados não cobraram de gestores anteriores e agora direcionam todas as críticas à atual administração estadual. Para o governador, esses deputados também encaram a situação caótica como palco político.
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IN MEMORIAM
Wilson Lima também fez uma homenagem póstuma a Rosemary Costa Pinto, ex-diretora-presidente da Fundação Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), que faleceu em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. “Ela não resistiu a esse vírus que ela tanto estudou e combateu”, disse.
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MARCELO NO AGUARDO
Após ter como certa sua eleição à primeira vice-presidência da Câmara dos Deputados, sendo o único candidato ao cargo na votação que elegeu Arthur Lira (PP-AL) presidente da Casa Parlamentar, o deputado federal Marcelo Ramos (PL) vai ter que esperar um pouco mais para soltar os fogos. Eleito, Arthur Lira anulou a eleição da mesa diretora e convocou nova eleição para esta terça-feira (2).
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CRISE INSTALADA
Lira anulou o restante da eleição por entender que o bloco de Baleia Rossi foi registrado depois do prazo regimental. O prazo era até às 12 horas, mas o PT só conseguiu entrar no bloco às 12h06. Além de adiar a comemoração de Marcelo Ramos, Lira pode estar se envolvendo em sua primeira crise regimental após assumir a presidência da Câmara. Deputados do bloco opositor tentam anular seu ato e não descartam a judicialização da eleição.
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OBSTRUÇÃO
Caso não consigam manter a eleição da mesa diretora com os blocos originais, os deputados que se opõem a Arthur Lira não descartam a obstrução dos trabalhos da Câmara. Ou seja, quem estava preparado para comemorar a presença de um amazonense na mesa diretora da Câmara após 39 anos, vai ter que esperar mais um pouco. O cargo de Marcelo não estava na disputa que se dá entre os partidos (uma primeira secretaria para o PT é o principal motivo do imbróglio), mas no caso da nova eleição podem até surgir concorrentes.
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CHINELO VIRALIZOU
Após a posse de Roberto Cidade (PV) como presidente da Aleam, na manhã de ontem, a coluna recebeu de diversas pessoas, por meio de aplicativos de mensagem, uma foto em que o deputado Sinésio Campos (PT) surge de terno, gravata e chinelos, acompanhado de outros deputados que participaram da posse de forma presencial. O curioso é que, em outras fotos, Sinésio está calçando sapatos. Fica a dúvida: os chinelos com terno foram fruto de pressa, opção pelo conforto ou mera exposição de estilo?