A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 vai pedir ao Ministério da Saúde a justificativa para a dispensa de licitação em oito contratos que somam aproximadamente R$ 400 milhões da VTClog com a pasta em 2017 e 2018, na gestão de Ricardo Barros, deputado do PP-PR e líder do presidente Bolsonaro na Câmara.
Em resposta a questionamentos do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), e do presidente Omar Aziz (PSD), sobre esses contratos, Raimundo Nonato Brasil, sócio da VTCLog, disse que o Ministério da Saúde tentou contratar os Correios, mas teria sido barrado pelo Tribunal de Contas da União. Afirmou ainda que os contratos têm a devida “documentação legal”.
“O Ministério fez ampla pesquisa e ‘modestia à parte’ conseguimos continuar prestando nosso serviço”, disse o sócio da empresa, que inicialmente usou o direito de ficar calado quando o relator perguntou sobre os contratos da VTClog com a pasta da Saúde.
O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), lembrou que a Central Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Cenadi) foi extinta durante a gestão de Ricardo Barros no Ministério da Saúde e que a VTCLog foi contratada sem licitação em seu lugar.
O senador Humberto Costa (PT-PE) acrescentou que houve licitação e que outra empresa ganhou, mas foi desclassificada para que a VTCLog assumisse. De acordo com Raimundo Nonato Brasil, houve uma licitação com participação de mais de 15 concorrentes.
Texto: Gerson Severo Dantas, com informações da Agência Senado
Leia Mais: