Depois da visita às terras Yanomami, em Roraima, o governo Lula desembarcou nesta segunda-feira (27) no Amazonas para acompanhar a situação na reserva federal do Vale do Javari, no município de Atalaia do Norte.
Alvo de denúncias de abandono pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a segunda maior terra indígena demarcada do Brasil foi cenário da morte do indigenista Bruno Araújo e do jornalista britânico Dom Phillips.
Sob responsabilidade do governo federal, as terras indígenas no Amazonas possuem 8,5 milhões de hectares demarcados, ficando atrás apenas das terras Yanomami. Ao todo, 19 povos indígenas isolados residem no Javari, que é alvo de ação de grupos criminosos interessados nas riquezas minerais.
A vistoria será realizada pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e dos Direitos Humanos, Sílvio Almeida.
Para acompanhar as ações federais e colocar o Estado à disposição para ajudar, o governador Wilson Lima determinou a viagem de três membros do primeiro escalão do governo, além de integrantes de equipes técnicas. Para a viagem foram designados o diretor da Fundação Estadual do Índio (FEI), Vanderlei Alvino, e os secretários de Segurança Pública (SSP) e de Justiça e Direitos Humanos (Sejusc).
Apesar de ser área federal, de responsabilidade do governo federal, as forças policiais do Amazonas têm participado ativamente de operações policiais contra o crime nessa área. Foram as forças policiais locais que efetuaram as prisões dos suspeitos de assassinar Bruno e Dom, em uma ação integrada com a Polícia Federal, que ficou responsável pela condução do inquérito.
Com o governo Lula, a expectativa é que haja maior atenção federal para a segurança da região, com definição de novas estratégias para a proteção da área, envio de mais efetivos da Força Nacional, assim como o desenvolvimento de novas operações policiais para coibir crimes ambientais e o tráfico de drogas.
Da Redação
Leia Mais: