O superintendente Adjunto Executivo da Suframa, coronel Sandro Rogério Gomes, deixou o cargo nesta quarta-feira (16). Ele cumpria aviso prévio desde 25 de maio, mas sua exoneração pelo ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União.
No lugar de Gomes, outro militar foi nomeado pelo Ministério da Economia, o também coronel Paulo Sérgio Amorim.
Amorim já integrava o quadro de funcionários da Superintendência da Zona Franca de Manaus, onde exercia o cargo de chefe de Recursos Humanos (RH) da autarquia.
Acordo suspeito
O novo superintendente Adjunto Executivo, Paulo Sérgio Amorim, foi promovido depois que o antecessor supostamente teria se envolvido em um esquema de corrupção com a Construtora Brilhante.
O acordo suspeito no valor de mais de R$ 3,6 milhões com a empresa para executar uma obra na Suframa foi fechado na gestão do coronel Alfredo Menezes, amigo do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). Antes da exoneração de Sandro Gomes, o deputado federal Marcelo Ramos enviou denúncia, em janeiro de 2020, aos órgãos de controle e fiscalização da União (MPF, CGU, TCU e PF) por indícios de corrupção e direcionamento no contrato entre a Suframa e a Brilhante.
Na época, Ramos acusava o então superintendente da Suframa, coronel Menezes, de ter contratado sem licitação a empresa Brilhante para beneficiar um sócio da construtora, que é amigo do militar. O negócio acertado seria para “manutenção predial”, mas segundo o deputado federal o serviço prestado foi para “construção de cobertura para os estacionamentos da Suframa”.

Da Redação
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