quarta-feira, 23 de setembro de 2026

TCE analisa pedido para suspender transformação do T6 em rodoviária

A Defensoria Pública ingressou com representação pedindo investigação da licitação de R$ 13,7 milhões para a obra e, liminarmente, a suspensão do contratação.
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A licitação para transformar o Terminal de Integração 6 na nova rodoviária de Manaus entrou no radar do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).

O presidente da Corte, conselheiro Érico Desterro, admitiu uma representação da Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) pedindo investigação da contratação da obra pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).

Desterro também encaminhou o processo ao conselheiro relator, Ari Moutinho Júnior, para que ele decida sobre pedido cautelar da representação para suspender liminarmente a licitação de R$ 13,7 milhões.

O despacho da decisão foi publicado no Diário Eletrônico do TCE-AM desta segunda-feira (24).

No documento, o presidente do TCE-AM narra que a Defensoria apontou “a ausência de explicações congruentes a respeito do empreendimento a ser realizado revela indícios de gastos sem planejamento, implicando, certamente, em prejuízos desnecessários aos cofres públicos”.

Segundo a DPE-AM, não foi disponibilizado um estudo aprofundado sobre a área onde será instalado o novo terminal rodoviário, na Zona Norte de Manaus, e cronograma de execução do projeto.

A Defensoria afirma que não houve adequada comunicação aos usuários, funcionários de empresas de transporte e permissionários diretamente afetados pelo projeto.

“Cumpre destacar que muitos dos prestadores de serviço que trabalham dentro e nos arredores da rodoviária estão no local há décadas, e o novo empreendimento trará inegável impacto socioeconômico, motivo pelo qual a sua oitiva configura diligência mínima e essencial a ser realizada”, ressaltou.

De acordo com a representação, não há informações sobre a conexão da nova rodoviária com outras linhas de ônibus e facilitação do transporte urbano aos usuários.

A Defensoria lembra que o T6 foi criado inicialmente para operar apenas o transporte das linhas da Zona Norte ao custo de R$ 16 milhões e que permaneceu inutilizado por mais de um ano antes de ser desativado, sob a justificativa de que teria sido construído “no lugar errado”

“Há preocupação razoável, então, sobre a viabilidade de transporte dos usuários da rodoviária para as demais zonas da capital”, justifica.

A DPE-AM afirma também que o empreendimento não avaliou a necessidade de diálogo e cooperação com taxistas e motoristas de aplicativo, desconsiderando que o preço dos seus serviços deverá ser alterado, impactando diretamente os consumidores.

Por fim, diz que não se tem conhecimento sobre a existência de espaço suficiente para acomodar a demanda dos usuários no novo local, ao relembrar que ele foi inicialmente criado para suportar apenas o tráfego intramunicipal de passageiros da Zona Norte.

Caso a suspensão liminar da contratação seja acatada pelo relator, a representação da DPE-AM pede aplicação de multa de R$ 200 mil ao IMMU em caso de descumprimento.

Procurado pelo RealTime1, o IMMU ainda não se posicionou. Caso se manifeste, esta matéria será atualizada.

Da Redação

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