Campanhas políticas no Amazonas já foram marcadas por ‘Manaus do Meu Ciúme’, botos, amazonenses orgulhosos e até por abelhas. Nesta eleição de 2022, enquanto ainda serão realizadas as convenções que vão confirmar as candidaturas oficiais, o pré-candidato ao Governo, Eduardo Braga (MDB) tenta retomar o “orgulho de ser amazonense”, tema e jingle lançado em seu segundo mandato como governador (2007-2010).
Em seus perfis no Twitter e Facebook, o senador tem feito postagens em que está lá a expressão “orgulho de ser amazonense” embutida. O jingle foi lançado na época do segundo mandato como produto institucional do governo de Eduardo Braga em um videoclipe que mostrava obras da sua administração.
Nas postagens referentes aos dias 4, 6 e 8, deste mês, o senador apostou na ‘mobilização’ pelo que ele chama de “resgate daquele orgulho de ser amazonense“.
Wilson e Amazonino também têm suas marcas
O governador Wilson Lima (UB), pré-candidato à reeleição, tem feito colocações pontuais de ações de Governo em suas redes sociais e dentro dos limites do que é permitido pela Justiça Eleitoral, já que é um agente público. Não há, no momento, um slogan sendo trabalhado em suas postagens. Já em eventos e vídeos institucionais, uma frase se destacou na administração de Lima: “O trabalho fala pela gente”, que é mais atrelada às ações de Estado que das de pré-campanha.
O pré-candidato Amazonino Mendes (Cidadania) é associado à figura da “abelinha”, personagem que resgatou de campanhas anteriores e têm adotado em suas publicações.
Inclusive, antes de confirmar seu nome como pré-candidato na disputa pelo Governo do Estado deste ano, ele usou as redes sociais em agosto de 2021 chamando atenção dos seguidores ao usar o zumbido que a abelha faz em meio às imagens que contemplavam parte do legado de quem já esteve por quatro vezes na cadeira de governador.
Associações de ideias
Para o publicitário Rodrigo Castro, que tem experiência em várias campanhas políticas no Amazonas e outros estados, o slogan é uma ferramenta importante para uma campanha porque cria associações rápidas de ideias que ajudam a ‘turbinar’ o candidato na cabeça do eleitor.
“O slogan é o resumo da ideia do posicionamento da campanha. Ele tem que ser uma frase concisa que traga reflexão para quem lê e que ao mesmo tempo posicione o que a campanha daquele candidato vai ser”, explica Rodrigo Castro.
“É importante que ele seja na maioria das vezes curto para que a pessoa ouça o nome do candidato e o número e já pense na resposta e no posicionamento o mais rápido possível e ele tem que ter algo que faça as pessoas refletirem sobre aquele posicionamento. Não pode ser uma coisa por ser, genérica, como por exemplo: ‘Ele é o melhor para Manaus'”, destaca.
Texto: Emerson Medina
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