quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Roberto Jefferson volta a ofender ministra e acusa Moraes de milícia judicial

Preso após atirar em policiais federais, Roberto Jefferson disse, ainda, que Moraes tem um problema pessoal com ele e com o PTB e o persegue há dois anos.
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Alexandrede Moraes manda prender Roberto

Em audiência de custódia, na última segunda-feira (24), o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) voltou a ofender a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia e acusar o ministro Alexandre de Moraes, da mesma corte, de fazer parte de uma milícia judicial.

Ele disse que em seu comentário criticava um voto de Cármen Lúcia no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em processo sobre a Jovem Pan, e acrescentou:

“Quero pedir desculpas às prostitutas pela má comparação, porque o papel dela foi muito pior, porque ela fez muito pior, com objetivos ideológicos, políticos. As outras fazem por necessidade”, afirmou.

Disse ainda que Moraes tem um problema pessoal com ele e com o PTB e o persegue há dois anos.

Jefferson é alvo do inquérito das milícias digitais, no STF, que têm o ministro como relator. Ele foi preso no último domingo (23) após atirar contra policiais federais.

“Ele e o ministro [Edson] Fachin [têm problema com ele]. Eles cortam parte do fundo partidário do PTB contra a lei, porque o partido se colocou contra o ativismo do STF, especialmente do ministro Alexandre de Moraes”, diz Jefferson.

“Ele diz que eu faço parte de uma milícia digital, mas eu acho que ele faz parte de uma milícia judicial no STF, por isso nós temos problemas. Ele mandou a Polícia Federal na minha casa quatro vezes, mas com que fundamento? Busca e apreensão? De quê? Busca e apreensão genérica. Eles vão lá procurar algo para tentar me incriminar.”

Na casa de Jefferson, porém, a PF apreendeu fuzis, mais de 7.000 munições e até armas de brinquedo.

Jefferson está com o registro de CAC (caçador, atirador e colecionador) suspenso e não poderia transportar as armas que possui para o Rio de Janeiro.

Texto: José Marques (FolhaPress)

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