Correligionário do presidente do Congresso Nacional, o senador Omar Aziz (PSD) indicou que a reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) representa o cenário mais favorável para a governabilidade do país e também de respeito às pautas de interesses do Amazonas. “Vai trabalhar incansavelmente para tocar as reformas necessárias sem atropelos e prejuízos ao Amazonas”, disse.
A declaração de Omar é uma resposta ao questionamento feito pelo RealTime1 sobre o que a população amazonense poderia esperar da reeleição de Rodrigo Pacheco, que vai continuar no comando do Senado Federal no biênio 2023-2024. Omar Aziz elencou qualidades do colega de parlamento e mencionou a principal preocupação do momento para empresários e políticos no estado, que é o risco de esvaziamento da Zona Franca de Manaus com a Reforma Tributária.
A remodelação da política de tributos é uma prioridade do governo Lula e também do Congresso. Uma declaração do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que é Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, acendeu o alerta sobre eventuais riscos da reforma ao modelo de indústrias incentivas do Amazonas. É que o governo vai trabalhar pela extinção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), cuja alíquota é zero para empresas se instalarem em Manaus.
Derrotado por Rodrigo Pacheco, o senador Rogério Marinho era candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro, que implementou medidas consideradas prejudiciais à Zona Franca enquanto buscava a reeleição, ano passado. Mesmo ouvindo apoiadores locais, o presidente manteve postura contrária à indústria amazonense.
Para Omar, a permanência de Rodrigo Pacheco também será importante para punição de parlamentares envolvidos nos atos golpistas que destruíram os prédios dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro.
“O presidente Rodrigo Pacheco representa a garantia de uma gestão pautada pelo respeito à democracia e de equilíbrio entre os Três Poderes. Além de trazer um cenário mais favorável para a punição de parlamentares envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro para que aquelas cenas não voltem a se repetir”, disse.
Acrescentando: “Se tomarmos como base sua postura no comando da Casa nos últimos anos, podemos esperar um presidente do Senado que vai prezar pela governabilidade do País, mas que ao mesmo tempo não será subserviente ao Palácio do Planalto. Acredito ainda que ele lutará para que a gente possa retomar a tranquilidade, a pacificação, a unificação do País, pois é disso que nós precisamos no momento.”