quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Em Manaus, Queiroga defende vacinação mas critica passaporte vacinal

Marcelo Queiroga pediu esforço dos estados para aumentar os níveis de vacinação, mas criticou a adoção do passaporte vacinal ao dizer que o documento não ampliaria os números
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Na manhã deste sábado (22) o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, participou de uma ação para estimular a imunização contra Covid-19 e a testagem nos sete estados da região norte. Durante o encontro, no Sambódromo de Manaus, o ministro estava acompanhado do governador Wilson Lima (PSC), do prefeito David Almeida (Avante) e representantes das secretarias municipal e estadual de saúde.

Queiroga reforçou as ações do Ministério da Saúde na região Norte desde o começo da gestão Bolsonaro e afirmou que o momento, apesar de preocupante, é melhor que o cenário de 2020 e 2021.

”Hoje nós estamos mais fortes, nosso sistema de saúde tem capacidade de atender casos graves de síndromes respiratórias. A região norte merece nossa atenção especial, mas é uma região continental, cheia de desafios, com áreas remotas de difícil acesso”, afirmou.

O ministro fez um apelo para que a população se vacine. ”Levem aqueles que você conhece que não tomaram a segunda dose da vacina ou a dose de reforço, só assim seremos efetivos em evitar casos graves dessa doença”. Entretanto, fez críticas às discussões sobre o passaporte vacinal, afirmando que o documento não geraria um aumento nos índices de imunização do país.

”Não é só querer inventar passaporte disso ou passaporte daquilo achando que isso vai ampliar a cobertura de vacina”, declarou o ministro, que no final do encontro assinou uma portaria prorrogando o contrato com os médicos do programa Mais Médicos que foram convocados pela Prefeitura de Manaus durante a segunda onda de Covid-19 em janeiro do ano passado.

Durante o encontro, o governador Wilson Lima (PSC) enfatizou que os investimentos feitos na gestão dele contribuíram para que o estado esteja em uma situação melhor em relação à primeira e a segunda onda de Covid-19 e agradeceu a parceria do ministro.

”Quando eu assumi, o Hospital Delphina Aziz tinha 130 leitos, agora tem 350. É um hospital que não deixa nada a desejar para o Sírio Libanês ou o Albert Einstein em São Paulo”.

Wilson disse ainda que e breve o Amazonas vai receber mais usinas de oxigênio. ”O estado não tinha nenhuma usina de oxigênio, hoje temos 41 e na semana que vem vamos receber mais 26”.

O prefeito David Almeida (Avante) também agradeceu a parceria com o governo Federal. ”Todas vezes que eu precisei, eu pude contar”, completou. David também destacou a importância da vacinação para a diminuição de casos graves de infecções pelo coronavírus.

”Em janeiro de 2021 [sem a vacina] nós tivemos 2167 mortes por Covid em Manaus, até o dia 18 desses mês nós tínhamos registrado 14 óbitos”.

Texto: João Luiz Onety

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