A Medida Provisória (MP 1.031/2021), que deve reduzir a participação do Governo Federal nas ações da Eletrobrás, começa ser avaliada no Senado nesta quarta-feira (16), sob relatoria do senador Marcos Rogério (DEM-RO), que enfrenta dificuldades para tecer um acordo com a oposição.
A matéria havia sido aprovada em maio pela Câmara dos Deputados e obteve a maioria dos votos da bancada amazonense.
Mas, no Senado, esse cenário pode ser diferente. As distorções do projeto inicial feitas pelo relator na Câmara, deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), foram criticadas por especialistas do setor energético pois, se forem aprovadas, poderão aumentar os custos da energia elétrica no Brasil.
No Senado, a tentativa é tirar o “jabutis” por meio de requerimento. Essas alterações feitas na Câmara são o motivo pelo qual o senador Omar Aziz (PSD) deve votar contra a matéria.
“[Sou] contra. [O texto] teve grande modificação na Câmara”, justificou Aziz sobre o possível voto em Plenário que deve ocorrer e até o dia 22 de junho para que não perca a validade.
O senador Plínio Valério (PSDB) usou as redes sociais para anunciar o seu voto contrário à privatização da Eletrobrás. De acordo com o congressista, a venda dos ativos da empresa poderá refletir na conta de luz e por isso a solução é aportar mais recursos no setor energético brasileiro.
Votaram a favor da redação final os amazonenses na Câmara dos deputados Átila Lins (PP), Capitão Alberto Neto (Republicanos), Delegado Pablo (PSL), Marcelo Ramos (PL), Silas Câmara (Republicanos).
Foram contrários à aprovação apenas José Ricardo (PT), Sidney Leite (PSD). O deputado Bosco Saraiva (Solidariedade) não esteve presente na sessão. No início do mês, durante sessão temática promovida pelo Senado, parlamentares e especialistas afirmaram que a privatização da Eletrobrás exige discussões mais aprofundadas.
Texto: Giovanna Marinho
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