A pesquisa divulgada pelo Instituto FSB, contratada pelo banco BTG Pactual, mostrou as intenções de voto no primeiro turno e os possíveis cenários para o segundo, mas também apontou a rejeição que os eleitores brasileiros sentem em relação aos pré-candidatos à presidência da República que, segundo um especialista na área, acaba tendo um efeito maior que a própria aceitação.
De acordo com o cientista político, Carlos Santiago, a avaliação dos dados de uma pesquisa eleitoral é feita não apenas pela porcentagem de aprovação, aceitação ou sobre o potencial de votos e sim pela rejeição dos candidatos.
Os dados da pesquisa, por exemplo, mostraram que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não seria opção de voto “de jeito nenhum” para 58% dos entrevistados. O percentual para os demais nomes foi de: Ciro Gomes (PDT): 49%; Lula (PT): 44%; Simone Tebet (MDB): 29%; Felipe D’Ávila (Novo): 29%; André Janones (Avante): 27%; Pablo Marçal (Pros): 27%.
“No Brasil de hoje, as rejeições se destacam mais do que o sentimento de apoio das atuais candidaturas e isso pesa muito para o presidente Bolsonaro, pois é ele quem está governando o pais”, disse o cientista.
Texto: Lara Tavares
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