Durante o pequeno expediente desta quarta-feira (2), alguns deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado se posicionaram contra o aumento na cobrança das contas de energia elétrica, anunciado pela Aneel.
De acordo com o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) as contas de energia tem aumentado “astronomicamente” e pediu respeito da concessionária Amazonas Energia.
“São muitas as reclamações que recebemos de todos os lados, de todas as classes. Mas, quando o usuário reclama, ainda é maltratado. Não é assim que se trata o cliente, porque não faz sentido uma conta que custava R$1mil, passar a custar R$1,7 mil” , disse.
Proposta de aumento
O deputado estadual João Luiz (Republicanos) convocou a população amazonense para participar da consulta pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre a proposta da Amazonas Energia de reajuste médio de 8,5% na tarifa de energia do Estado.
Para o parlamentar, a opinião dos consumidores amazonenses em relação à prestação de serviços da empresa vai contribuir, e muito, para barrar o aumento das contas de energia.
A proposta de reajuste ficará sob consulta até o dia 9 de outubro no site da Aneel (https://pt.surveymonkey.com/r/CP50-AMAZONAS). A população deve participar da consulta pública enviando, por e-mail [email protected] , informações que contribuam para barrar o reajuste médio de 8,5% nas contas de energia.
“O assunto merece atenção de toda sociedade amazonense e muita responsabilidade para ser discutido. Mas, precisamos atentar para o momento econômico, o qual não nos permite pensar em um reajuste na tarifa de energia elétrica”, afirmou João Luiz, que também é presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC/Aleam).
Segundo o Republicano, a participação do consumidor na consulta irá subsidiar, também, a avaliação técnica da Aneel quanto ao pleito da Amazonas Energia.
“O fornecimento adequado de energia elétrica é fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade. Mas, por ser considerado essencial, o consumidor espera a prestação de um serviço de qualidade e preço justo. Por isso, o consumidor deve enviar informações sobre o serviço prestado pela empresa, isso irá contribuir para evitar esse reajuste”, completou.
Alternativas
Na avaliação de João Luiz, é necessário que a concessionária busque alternativas para compensar as perdas e encontrar um custo de energia adequado.
“Para pleitear esse reajuste, a empresa alega que precisa compensar perdas geradas pelo desvio de energia, mas essa conta não pode ser paga pelo consumidor adimplente, que cumpre com suas responsabilidades mês a mês”, ressaltou o parlamentar.
E acrescentou que, hoje, a tarifa praticada no Amazonas está acima da média, sendo considerada uma das mais caras do país.
Reportagem Izaias Godinho, com informações da assessoria
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