quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Opção por lote menor no Covax foi do Ministério da Saúde, diz Ernesto

Ex-ministro das Relações Exteriores jogou para o Ministério da Saúde a responsabilidade pela opção de comprar poucas vacinas do consórcio organizado pela OMS.
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O consórcio Covax Facility é coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Envolve governos, laboratórios e fabricantes com o objetivo de garantir o desenvolvimento de vacinas contra o novo coronavírus e o acesso igualitário a elas. Foto: Reprodução Internet

A opção do Brasil por comprar do consórcio Covax/Facility apenas um lote de vacinas suficientes para imunizar 10% da população foi tomada pelo Ministério da Saúde, revelou o ex-chanceler Ernesto Araújo, no depoimento que presta nesta terça-feira (18) na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, no Senado.

O Brasil tinha direito a comprar, por preços subsidiados, lotes para imunizar até 50% da sua população com duas doses, ou seja tinha direito a 200 milhões de doses, mas optou por comprar apenas 20 milhões.

Questionado pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB/AL), sobre os motivos dessa opção por um lote tão pequeno, Ernesto Araújo novamente jogou a “batata quente” para o Ministério da Saúde. “Essa opção fez parte da estratégia do Ministério da Saúde”, resumiu.

Ernesto também fez questão de dizer que não era contra o consórcio Covax/Facility, organizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), entidade criticada por ele por ter tomado atitudes que ele considerou “idas e vindas”.

Texto: Gerson Severo Dantas

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