quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Omar critica liberação de garimpo em áreas indígenas no Amazonas

Decisão de liberar projetos de mineração em São Gabriel da Cachoeira foi tomada pelo chefe do GSI, Augusto Heleno, e alvo de críticas do senador Omar Aziz.
COMPARTILHE

O senador Omar Aziz (PSD) considerou a decisão do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, de liberar projetos de mineração em áreas indígenas no município de São Gabriel da Cachoeira, na região do Alto Rio Negro, como mais um tiro no pé do Governo Bolsonaro envolvendo a Amazônia.

“Essa política desastrosa para a nossa região tem repercussão internacional muito grande. Hoje mesmo, essa decisão de liberar projetos de mineração na região que tem 95% de terras indígenas, vai ter mais repercussão ainda”, criticou o senador. “Semanalmente, são notícias negativas que impactam o nosso país”, completou.

Omar advertiu que essa autorização dada por Augusto Heleno, revelada pelo jornal Folha de São Paulo, nesta segunda-feira (6), e ações como a retirada dos garimpeiros do rio Madeira, há uma semana, são questões pequenas em face do problema do desmatamento na Amazônia que vem pelo Centro-Oeste.

“Em 2020, nossa economia não sofreu retaliações porque veio a pandemia”, avaliou.

O senador também lembrou que o discurso ambiental é uma das bases de defesa do Polo Industrial de Manaus (PIM). Para ele, quando uma decisão como a relacionada à mineração em terras indígenas e destruição de garimpo em um dos nossos mais importantes rios acontece, fica claro o prejuízo ao discurso de sustentação da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Omar destacou que a política do Governo Federal, especificamente para os povos indígenas do Amazonas, feita por pessoas que não compreendem a região, é um fracasso.

“Em 2019, a bancada teve uma reunião com o presidente para tratar do polo de concentrados [de refrigerantes] e, na ocasião, ele disse que faria a extensão do linhão de Tucuruí até Boa Vista, lembrei que teria problemas com os Waimiris-Atroaris, mas ele disse que demitiria o presidente da Funai e faria a obra assim mesmo. Passados três anos, sem negociar com os índios, não conseguiram fazer um metro deste linhão”, lembrou Omar.

Confira a entrevista completa com o senador, abaixo:

Texto: Gerson Severo Dantas

Leia Mais:

COMPARTILHE