A descriminação por gênero explícita no Brasil é também uma infeliz realidade no Congresso Nacional, quando 80,8% das deputadas e senadoras dizem ter sofrido algum tipo de violência política durante o exercício do mandato, é o que revela uma pesquisa realizada pelo jornal O Globo.
O número é equivalente a 59 das 73 parlamentares nas casas do legislativo federal. Entre elas, 54,8% entendem que foram violentadas dentro do próprio Parlamento. De acordo com 28,8% das congressistas, os ataques ocorrem com frequência.
Os constrangimentos vividos pelas congressistas vão desde interrupções seguidas de suas falas a ameaças, chantagens, xingamentos e desmerecimentos. De acordo com o levantamento, 16,4% das entrevistadas relataram ter sofrido violência sexual, inclusive com acesso não permitido ao seu corpo.
Entre estes casos, 12 parlamentares narraram casos de violência sexual durante o mandato. Uma delas contou que um deputado colocou a mão em sua coxa durante uma reunião e que, ao ser confrontado, ele respondeu que nem percebeu.
Ao todo, 42,5% afirmaram que são questionadas sobre sua vida privada e 34,2%, sobre sua aparência física e forma de vestir ou disseram que já foram chamadas de loucas. Na avaliação de 35,6% das parlamentares, a violência política de gênero prejudica o mandato. Para 90,4%, também afasta a mulher da vida política.
Com informações do Congresso em Foco
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