domingo, 27 de setembro de 2026

Militares que trabalhavam na Presidência foram a atos golpistas em quartel

Ao menos oito militares lotados na Presidência durante o governo de Bolsonaro compareceram no acampamento golpista em frente ao quartel do Exército, em Brasília.
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proposta militares
O número é 13% maior se comparado aos eleitos em 2020 (Foto: Divulgação/Ministério da Defesa)

Um relatório em posse do Ministério da Justiça identifica ao menos oito militares da ativa lotados na Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) que compareceram no ano passado a atos no acampamento golpista em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília.

Além disso, o documento mostra que alguns participaram de grupo de WhatsApp em que foram trocadas e compartilhadas mensagens antidemocráticas e ameaças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O relatório foi produzido durante a transição de governo com base em conversas obtidas de grupos de WhatsApp.

Os militares estavam alocados em especial no GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência durante a gestão do general Augusto Heleno, um dos principais aliados de Bolsonaro.

Alguns dos militares confirmaram à Folha de S.Paulo a ida ao acampamento, mas disseram que foram sem farda e negaram que tenham se manifestado politicamente ou apoiado posições antidemocráticas e violentas.

Dois deles tiveram a dispensa da Presidência publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19).

De acordo com o dossiê, várias trocas de mensagens, áudios, vídeos e fotos mostram que esses militares encorpavam os atos antidemocráticos em frente ao QG do Exército. Pelo menos um afirmava intenções violentas contra petistas.

Da Redação, com informações de Ranier Bragon e Victoria Azevedo (FolhaPress)

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