Um relatório em posse do Ministério da Justiça identifica ao menos oito militares da ativa lotados na Presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) que compareceram no ano passado a atos no acampamento golpista em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília.
Além disso, o documento mostra que alguns participaram de grupo de WhatsApp em que foram trocadas e compartilhadas mensagens antidemocráticas e ameaças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O relatório foi produzido durante a transição de governo com base em conversas obtidas de grupos de WhatsApp.
Os militares estavam alocados em especial no GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência durante a gestão do general Augusto Heleno, um dos principais aliados de Bolsonaro.
Alguns dos militares confirmaram à Folha de S.Paulo a ida ao acampamento, mas disseram que foram sem farda e negaram que tenham se manifestado politicamente ou apoiado posições antidemocráticas e violentas.
Dois deles tiveram a dispensa da Presidência publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19).
De acordo com o dossiê, várias trocas de mensagens, áudios, vídeos e fotos mostram que esses militares encorpavam os atos antidemocráticos em frente ao QG do Exército. Pelo menos um afirmava intenções violentas contra petistas.
Da Redação, com informações de Ranier Bragon e Victoria Azevedo (FolhaPress)
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