quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Ministério da Educação vai buscar Ensino Médio transformador

Integrante do governo Lula, Yann Evanovick rejeita novo ensino médio, mas descarta volta do velho modelo.
COMPARTILHE
Yann Evanovick entrevistado pelo jornalista Gerson Severo Dantas
Coordenador de Políticas para a Juventude do MEC, professor amazonense fala sobre políticas públicos e a vida em Brasília

Professor de História da rede pública do Amazonas e ativista do movimento estudantil em Manaus, Yann Evanovick trocou a capital amazonense por Brasília, em fevereiro, para assumir no governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva o posto de coordenador-geral de Políticas para a juventude do Ministério da Educação (MEC).

Em entrevista ao canal RealTime1 Play Yann Evanovick falou sobre a rotina dele em Brasília e os planos do governo Lula para a juventude estudantil, com problemas que envolvem escolas de tempo integral, ensino técnico, evasão escolar, novo ensino médio e programas como o ProJovem.

Sobre a escola de tempo integral, o professor do Amazonas destacou que esse modelo de educação é vista com carinho no MEC, onde o ministro Camilo Santana e a secretária-executiva Izolda Cela, ex-governadores do Ceará, lideraram o processo que culminou com a inclusão de 80 escolas cearenses entre as 100 melhores do País no Enem e no Ideb.

Segundo ele, há dois prismas em discussão:

“Um perspectiva é a escola física, voltada para a integralidade do ensino em um mesmo lugar. Agora há outra possibilidade, com um aluno fazendo o ensino regular pela manhã e à tarde cursar robótica, artes em outros lugares”, explicou.

Nessa segunda perspectiva, o professor amazonense destaca que o sonho é transformar a escola de tempo integral em realidade possibilitando que o estudante fique mais tempo na escola sendo melhor alimentado, preparando-se para as praticas de trabalho via ensino técnico.

Sobre estes, Yann afirmou que o ministério já tem a secretaria de Ensino Tecnológico, que cuida dos Institutos Federais, mas que essa modalidade de ensino deve ser ofertada a partir de uma conexão melhor com o tempo atual e as realidades regionais.

“Hoje, por exemplo, o pintor naval é altamente remunerado, mas não temos pintores navais. Se tivermos um curso técnico poderemos formar um profissional que pode ganhar até mais que um profissional com nível superior”, defendeu.

MEC e a evasão escolar

O professor do Amazonas defende que a evasão escolar é um problema que afeta os jovens a partir de multíplos fatores, como a escola pouco interessante, a violência, falta de renda dos pais e até mesmo a falta de perspectiva dos formandos.

“Eu dediquei minha vida ao passe livre, que virou uma realidade em Manaus, porque muitos colegas meus, e eu sou filho da escola pública, abandonaram a escola porque o pai não teinha dinheiro para pagar a passagem de ônibus”, afirmou Yann

Suporte do MEC ao ensino superior privado

Yann também afirmou que está discutindo dentro do ministério a extensão de políticas que já existem nas universidades e institutos públicos para estudantes de universidades privadass.

“Muitos filhos de trabalhadores estão na universidade particular. Há em Manaus alguns lugares com grandes concentrações de universidades privadas e que talvez os estudantes delas precisem de um restaurante universitário público. Por que não?”, defende o professor.

Confira a entrevista na íntegra:

COMPARTILHE