quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Marcelo Ramos representa o AM em evento para debater mercado de carbono

Marcelo Ramos também participa do debate “O Mercado Regulado de Carbono: oportunidades e desafios”.
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Consultor da presidência da Petrobrás e da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Marcelo Ramos, vai representar o Amazonas no o evento “Diálogo: Mercado Regulado de Carbono e a Competitividade Industrial”. 

O evento é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e tem como objetivo promover o diálogo entre governo e setor privado sobre o desenvolvimento do mercado regulado de carbono no Brasil. O vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin, participa da abertura nesta terça-feira (20/06).

Para Marcelo Ramos, o evento é um momento significativo, pois mostra o diálogo entre o Ministério da Fazenda e a CNI, que representa todo o setor industrial do Brasil. Ambos são convergentes em apoio a ideia de uma regulamentação do mercado.

“A minuta distribuída pelo Ministério da Fazenda é um a minuta que vai em um bom caminho, ela é muito parecida com o texto do meu PL 528 e eu acho que agora estamos encontrando a convergência necessária para aprovar essa matéria urgente tanto do ponto de vista ambiental, quanto do ponto de vista econômico”, afirmou Ramos.

Para ele, do ponto de vista ambiental reduz emissões e preserva a floresta e do ponto de vista econômico, cria uma alternativa econômica para indústria de baixo carbono, gerando riqueza com a floresta em pé, permitindo assim que essa riqueza combata a pobreza e a miséria na Amazônia mais profunda.

O Mercado de Carbono

Com a regulamentação desse mercado, o governo e o setor produtivo atuam para adequar o Brasil à agenda de redução das emissões de carbono. A medida se baseia na Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), estabelecida em 2009 pela Lei nº 12.187, de 2009, e no Acordo de Paris, de 2015, conforme o Decreto nº 9.073, de 2017.

Segundo estudos da Câmara de Comércio Internacional e da empresa WayCarbon, o mercado de carbono pode render no Brasil cerca de US$ 120 bilhões até 2030. O país tem a maior biodiversidade do planeta, grande disponibilidade de biomassa, e uma matriz energética limpa, com pegada de carbono menor do que a maioria dos países. A participação das energias renováveis na matriz energética brasileira hoje é em torno de 45%, o triplo da média mundial, em torno de 14%.

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