Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) vão disputar o segundo turno da eleição presidencial. A rodada final será no próximo dia 30.
Com 99,86% das urnas apuradas neste domingo (2), o petista marcava 48,39%, ante 43,23% de Bolsonaro, que registrou um desempenho superior ao que previam as pesquisas encerradas na véspera, comandando uma onda de bons resultados de seus aliados nos estados.
Viu reeleitos parceiros em Minas e Rio e viu seu indicado chegar ao segundo turno com o PT em São Paulo, para ficar nos três maiores colégios do país.
Já Lula terá de modular sua campanha, baseada até aqui no apelo aos mais pobres, metade do eleitorado, em detrimento à classe média que parece ter se mobilizado em torno do presidente como em 2018.
Assim, a campanha eleitoral será reordenada e, provavelmente, a agressividade vista no debate presidencial da TV Globo na última quinta (29) poderá ganhar novos patamares. A realização do segundo turno mostra que ambos os times rivais esgotaram o arsenal utilizado até aqui.
No caso de Lula, fracassou a busca pelo voto útil. Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) tinham, até as 23h47, 4,1% e 3% dos votos válidos, respectivamente.
Contra Bolsonaro, no segundo turno há o fator da grande rejeição ao ex-presidente apontada nas pesquisas.
Sua principal e mais óbvia investida foi sobre o eleitorado de menor renda e da chamada classe média baixa, ao reinventar o Bolsa Família lulista como Auxílio Brasil e o reajustou para R$ 600.
Texto: (FolhaPress)
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