quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Líder de Bolsonaro, Ricardo Barros será ouvido pela CPI em 12 de agosto

Deputado Federal pelo Paraná e ex-ministro da Saúde, Barros é apontado como o agente político que colocou a Precisa Medicamentos em negócios com Ministério.
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Uma reunião do G6, o grupo de senadores majoritário na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, definiu que o líder do governo Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara Federal, o deputado Ricardo Barros (PP/PR), prestará depoimento no dia 12 de agosto. O anúncio foi feito pelo presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD).

Ricardo Barros é apontado como o agente político que atuou para colocar a Precisa Medicamentos como intermediária de um acordo para aquisição de 20 milhões de doses da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde. Ele é apontado ainda como o responsável pela indicação do ex-diretor de Logística do Ministério, Roberto Ferreira Dias, acusado de cobrar US$ 1 de propina por cada dose do imunizante AstraZeneca negociada pelo cabo da Polícia Militar de Minas Gerais, Luiz Paulo Dominguetti, em nome da empresa Davati Medical Suplly.

O nome de Ricardo Barros surgiu nos depoimentos de várias pessoas já ouvidas pela CPI e o deputado imediatamente se colocou à disposição para comparecer à oitiva, o que não foi aceito pelos integrantes da comissão. A estratégia do G6 é acumular o máximo de informações possível sobre a influência do deputado na Saúde, que já esteve sob seu comando no governo de Michel Temer, antes de inquiri-lo.

Barros chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que obrigasse a CPI a ouvi-lo imediatamente, mas não logrou êxito. “Como já se viu isso, uma testemunha querendo dizer quando deve ser ouvida. É uma inversão. É o investigador que diz quando ela será ouvida”, resumiu o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP).

Na reunião, realizada na casa de Omar Aziz, ficou ainda acertado que os primeiros depoimentos após a volta do recesso serão os do reverendo Amilton Gomes de Paula, no dia 3 de agosto; o empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa, no dia 4, e no dia seguinte o advogado Túlio Silveira, representante da Precisa.

Texto: Gerson Severo Dantas

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