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sábado, 16 de outubro de 2021

‘Já temos 11 crimes de Bolsonaro’, diz Renan sobre relatório da CPI

Renan Calheiros afirmou que possui a especificação de 11 crimes e vários agravantes, mas que a conclusão só será emitida após ouvir o parecer dos outros membros da CPI.

9 de outubro de 2021

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A previsão é de leitura do relatório no dia 19 de outubro (Foto: Reprodução)

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou, em entrevista à Folha de São Paulo, que seu texto final terá três personagens centrais: o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e seu braço-direito, o coronel Élcio Franco. Renan chegou a dizer os casos envolvendo a empresa de assistência médica, Prevent Senior e o colapso do oxigênio nos hospitais de Manaus no começo do ano, foram os mais assustadores de toda a apuração.

”Em Manaus, a delegação da morte, que é a comitiva oficial do Ministério da Saúde, matou pessoas asfixiadas”.

Sobre Bolsonaro, ele afirma que o chefe do Executivo, é um “mercador da morte”, e que está clara e comprovada a sua participação em crimes e que por isso não há dúvidas de que ele será responsabilizado.

O senador do MDB também acrescenta que cogita propor o indiciamento de filhos de Bolsonaro por suas ações com a negociação de vacinas contra a Covid-19, pela ligação com o caso Prevent Senior e com o gabinete paralelo.

Além das tipificações que vêm sendo mencionadas para enquadrar os responsáveis —como prevaricação, crime contra a vida, charlatanismo e crimes de responsabilidade—, o relator afirma trabalhar com a hipótese de incluir nas sugestões de indiciamentos homicídio comissivo, quando é cometido por omissão.

O relator afirma que se tivesse a chance, gostaria de ouvir o empresário Luciano Hang, proprietário das lojas Havan. ”Se tivesse que ouvir, eu ouviria novamente o Luciano Hang com as suas mentiras, com as suas imprecisões, suas contas em paraísos fiscais, com a falsificação da certidão de óbito da sua própria mãe, para não desmerecer a eficácia do tratamento da Covid, que era um produto brasileiro que o governo brasileiro queria vender com a Prevent Senior para o exterior”. 

Renan afirmou ainda que o aprofundamento da investigação o levou a diversas caracterizações várias, de procedimentos criminosos, e que em função disso irá usar vários tipos penais, desde crime de responsabilidade, passando pelos crimes comuns, chegando aos crimes contra a saúde pública e contra a humanidade. Mais de 40 pessoas serão indiciadas.

Ele disse ainda que possui a especificação de 11 crimes e vários agravantes, mas que a conclusão só será emitida após ouvir o parecer dos outros senadores que compõem a CPI. O que já adiantou é que há um consenso de que o Bolsonaro é um mercador da morte. 

”Sua trajetória é autoexplicativa: defendeu matar 30 mil brasileiros, ainda quando deputado federal. Idolatra ditadores carniceiros como Pinochet, Ustra, Stroessner, Médici, tem vínculos inegáveis com a face mais assustadora da morte, as milícias”.

Renan classificou o presidente como um facínora. ”É um facínora, e esse governo criou o gabinete da morte, um ministério paralelo, também responsável pelo extermínio dos brasileiros. Por causa disso tudo, desse impedimento óbvio e majoritário, ele será responsabilizado”.

A leitura do relatório do senador Renan Calheiros está prevista para o dia 19 de outubro.

Com informações da Folha de São Paulo

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