quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Inimigo declarado da ZFM, Guedes fica na economia, diz Bolsonaro

Recondução de ministro traz insegurança jurídica ao AM por seus conhecidos projetos de Reforma Tributária, de zerar IPI e pôr fim a concessões de subsídios.
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bolsonaro e paulo guedes
Em agosto, Guedes havia declarado sua intenção de permanecer no governo e passou a atuar com mais protagonismo pela reeleição de Bolsonaro (Foto: Divulgação/Ministério da Economia)

Após chamar Paulo Guedes de “o Pelé da economia”, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que pretende mantê-lo no Ministério da Economia em um eventual segundo mandato, mas que não sabe se o ministro de 73 anos gostaria de permanecer no cargo em função da idade.

A recondução de Guedes, no entanto, traria instabilidade à economia do Amazonas, caso consiga levar a cabo seus projetos de Reforma Tributária e outros, frequentemente mencionados por ele, que são pilares os fiscais da Zona Franca de Manaus: o fim do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados, e de concessões de benefícios tributários.

Em entrevista na noite desta quarta-feira (12) à TV Alterosa, afiliada do SBT no estado de Minas Gerais, o presidente exaltou o desempenho de Guedes na função, acrescentando que, até o momento, nenhum ministro anunciou a intenção de deixar o governo caso ele seja reeleito.

“O Paulo Guedes é uma pessoa que é o nosso Pelé, vamos assim dizer, na Economia. Então, por mim ele continua. Eu não sei pela idade se ele quer continuar”, disse.

Nesta entrevista, Bolsonaro foi mais assertivo sobre a permanência de Guedes. “Paulo Guedes fica. Paulo Guedes foi um dos melhores ministros da Economia do mundo, levando-se em conta inclusive a questão da pandemia. [Assim] Como o Roberto Campos pelo terceiro ano seguido é o melhor ministro [sic] em alguns muitos critérios do Banco Central”.

Outro lado

Em agosto, Guedes havia declarado sua intenção de permanecer. “Eu tenho que dizer sempre que sim. O que vou dizer? Vou jogar a vitória para o outro lado, dizer que vou sair, sou liberal e estou decepcionado? Não existe isso”, disse.

De lá para cá, o ministro passou a atuar com mais protagonismo pela reeleição de Bolsonaro, elevando o tom de campanha em eventos e encontros com empresários.

Nas últimas semanas, Guedes usou a estrutura estatal mais de uma vez para exaltar a economia durante sua gestão. Além disso, associou ex-presidente Lula (PT) ao “capeta”, prometeu rever o corte de verbas no Farmácia Popular, zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e manter o Auxilio Brasil em R$ 600.

Da Redação, com informações de Thiago Bethônico (FolhaPress)

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