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quinta, 09 de dezembro de 2021

Indígena do Amazonas participa de discussões na COP 26, em Glasgow

Em uma de suas falas num painel, Samelá Sateré Mawé da Associação de Mulheres Indígenas Sateré Mawé, defendeu que investimentos devem levar em conta os povos da floresta.

8 de novembro de 2021

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Em junho, Mawé discursou na Assembleia contra o contra o o Projeto de Lei (PL) nº 490 da Câmara dos Deputados, que diminui a proteção de povos isolados e fragiliza os limites das terras de povos indígenas. (Foto: Takumã Kuikuro)

Índia amazonense Samelá Sateré Mawé da Associação de Mulheres Indígenas Sateré Mawé participou neste fim de semana de um painel da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 26) em Glasgow, que discutiu a biodiversidade da Amazônia e a possibilidade de o bioma atingir um ponto de não retorno por causa do desmatamento e das queimadas.

A ativista indígena publicou em uma rede social sua participação em debates na seara do clima que a partir de amanhã entra na segunda semana de discussões. Em uma de suas falas, Mawé pontua que os investimentos para a preservação da Amazônia têm que levar em conta os povos que vivem na floresta.

Esta edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas foi a que mais deu voz para os povos que são afetados diretamente pelo aquecimento global. No sábado, dezenas de milhares de pessoas, lideradas por grupos indígenas, exigiram justiça climática social em meio à COP26, em busca de um pacto para evitar que as temperaturas subam mais de 1,5 grau Celsius até o final deste século.

Em junho, Samelá e outras lideranças indígenas do Amazonas discursaram na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) contra o Projeto de Lei (PL) nº 490 da Câmara dos Deputados, que diminui a proteção de povos isolados e fragiliza os limites das terras de povos indígenas. A ativista chamou o PL de genocida que visa reverter todo o processo de demarcação de terras indígenas.

“Está previsto na Constituição que todas as mudanças que acontecerão no nosso território tem que ter consulta prévia para ver se será aprovado ou não. Mas isso está sendo negado, os nossos direitos estão sendo negados todos os dias. Não vamos nos calar, viemos aqui porque repudiamos o projeto de lei 490”, disse ela na época.

Texto: Jefferson Ramos

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