quarta-feira, 23 de setembro de 2026

'Fundão': confira o faturamento dos partidos com o aumento da verba

Somente os dois partidos com maiores bancadas no Congresso Nacional abocanharam mais de R$ 1 bilhão. O Fundo Partidário passou de R$ 2 bi para R$ 5,7 bi em 2022.
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Pronampe pode ser reaberto
Projeto enviado ao Congresso pode reabrir Pronampe e benefícios de renda emergencial (Foto: Divulgação)

O aumento dos recursos do Fundo Partidário, o Fundão, para financiar as campanhas eleitorais deve rechear o caixa dos partidos para o pleito de 2022. Nesta quinta-feira (15), a maioria dos deputados e senadores votaram de maneira favorável ao direcionamento de R$ 5,7 bilhões aos partidos políticos com acesso ao Fundão.

Os recursos serão divididos de acordo com o tamanho das bancadas no Congresso Nacional. As maiores são a do PSL e a do PT. Juntas, elas receberão mais de R$ 1 bilhão. O partido pelo qual o presidente Jair Bolsonaro foi eleito faturará mais de R$ 567,7 milhões e o PT, do ex-presidente Lula, aproximadamente R$ 566,2 milhões.

A soma dos valores recebidos pelos maiores beneficiados com o Fundão é maior do que o total recebido por outras 20 siglas. Partidos com forte representação no Amazonas vêm logo em seguida no ranking dos cinco maiores beneficiados com os recursos. O MDB, do senador Eduardo Braga, terá R$ 426,4 milhões, o PSD, do senador Omar Aziz, receberá R$ 384,7 milhões e o PP, R$ 384,4 milhões. Confira a divisão na tabela abaixo:

Aprovação do aumento do Fundão

Dos parlamentares amazonenses somente o deputado federal Zé Ricardo (PT) e o senador Plínio Valério (PSDB) votaram contra o aumento do fundo partidário, o Fundão. Na Câmara dos Deputados Silas Câmara (Republicanos), Bosco Saraiva (Solidariedade), Delegado Pablo (PSL) e Átila Lins (PP) foram favoráveis. Já no Senado, Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) disseram sim ao aumento. Os deputados Sidney Leite (PSD) e Alberto Neto (PSL) estavam ausentes da sessão de votação.

O Fundo Partidário recebe recursos do Tesouro Nacional repassados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que, em seguida, seja repassado aos diretórios nacionais dos partidos políticos. Com a nova proposta, o fundo deve receber a soma de 25% do valor das emendas de bancada dos dois últimos anos.

Texto: Redação

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