A vinda do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Manaus no próximo sábado (18) levantou divergências entre parlamentares de partidos de oposição e de situação ao Chefe do Executivo Nacional. Sinésio Campos (PT) criticou a visita presidencial afirmando que o presidente vem fazer ”turismo político” no Estado.
O petista disse ao RealTime1 que os estados tem necessidades prioritárias que demandam maior interesse público e que deveriam contar com a participação do Governo Federal, mas que, no entanto, o presidente se desloca entre uma cidade e outra por motivos eleitoreiros.
”O Bolsonaro é um passeante, é um turista… Das vezes que ele vem para cá, ele vem fazer turismo. Fazer uma motociata é fazer turismo político. E com um detalhe: temos pautas extremamente mais relevantes, como discutir as ações nas áreas de fronteiras da Amazônia que, em alguns pontos, não têm a presença da Força Nacional”
Serafim Corrêa afirmou que, ao vir sem motivos mais concretos, Bolsonaro acaba ignorando questões que poderiam melhorar a qualidade de vida do povo amazonense.
”O presidente vem aqui para brincar, para brincar com a nossa vida e com o futuro do Amazonas”, completou, relembrando ainda a última vinda do presidente a Manaus, quando participou da Marcha pra Jesus, realizada no último dia 28 de maio.
”Aquela marcha não foi para Jesus, ela foi uma marcha política, eleitoral, fora de período. Lamento que a Justiça Eleitoral tenha feito vista grossa, porque aquilo ali teve tudo menos ato religioso”, disse.
Cabo Maciel defende vinda do presidente
Cabo Maciel, que é do mesmo partido do presidente, disse que a presença dele na capital pode ser aproveitada para estreitar laços com autoridades locais.
”Quando uma autoridade se destaca de Brasília para o nosso Estado, ele tem que ser bem-vindo, até porque ele vai saber como está o Amazonas, visitando in loco, conversando com as autoridades amazonenses, com isso elas terão acesso ao presidente”.
Maciel rebateu ainda críticas de oposicionistas que afirmam que a visita presidencial ao invés de gerar benefícios acaba promovendo gastos para o erário público.
”O presidente da República foi posto no poder pela maioria soberana do povo brasileiro, é a maior autoridade do nosso país. Ele vir para Manaus não vai causar prejuízo para ninguém até porque ele é amparado por lei para exercer o seu trabalho”.
Texto: João Luiz Onety
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